Vencer o cancro duas vezes: a história de William

William Krause, um menino natural da cidade de Hewitt, nos Estados Unidos, é um entre os milhares de crianças que estão, neste momento, a lutar contra um cancro.

O menino foi diagnosticado com leucemia quando tinha 4 anos de idade, em março de 2012.

“Nós estávamos de férias na Flórida, quando o William começou a ter sintomas de febre. Ficou muito pálido de um dia para o outro, e eu e o meu marido decidimos levá-lo ao hospital. Horas depois, o médico veio falar connosco e disse-nos que ele tinha cancro”, recorda a mãe de William, Becky.

Após alguns exames, a suspeita do médico confirmou-se: William tinha leucemia.

A família voltou para a sua terra natal, onde a criança foi sujeita a quimioterapia intensiva; 3 anos depois, em 2015, William entrou em remissão.

“Foi um alívio. Finalmente o meu filho podia voltar a ser uma criança, a fazer as coisas que as crianças fazem. Não eram precisos mais tratamentos, mais noites sem dormir no hospital…”.

Infelizmente, não demoraria muito para que a vida da família Krause fosse novamente abalada; 3 anos após ter entrado em remissão, William voltou a ser diagnosticado com cancro, desta vez com linfoma de Hodgkin.

“Só me apetecia entrar num quarto escuro e chorar, quando soubemos. Chorar durante horas”, disse Dave, o pai de William.

“O meu filho só tem 10 anos, e metade da sua vida está a ser passada a lutar contra um cancro. É devastador. É inacreditável”.

Hoje, quase a terminar os seus tratamentos, William tenta seguir em frente, com a força que sempre o caraterizou. Quando as dores dão tréguas, e o jovem não tem de estar internado, William aproveita para passear e para jogar futebol.

Para além disso, o menino ainda encontra forças para ajudar outras crianças que estão a passar pelo mesmo que ele.

“Eu gosto sempre de dar uma palavra de força aos outros meninos que estão internados comigo. Já passei por isto duas vezes, sei bem o que é cancro, o que são os enjoos, as dores. Digo sempre para eles manterem a cabeça erguida, para não desistirem”, conta o jovem.

De acordo com a Alex’s Lemonade Stand Foundation, todos os dias, só nos Estados Unidos, 43 crianças são diagnosticadas com cancro. Ainda assim, apenas 4% de todo o financiamento dado à área da oncologia é destinado ao cancro infantil.

“Isso revolta-me. É tão injusto. Estes doentes são crianças, deviam ter uma vida inteira pela frente. E muitos deles não têm porque o próprio governo não os ajuda”, afirma Dave.

“O cancro infantil é considerado uma doença rara. Mas é com ele que eu lido os dias. Para mim não é raro. Todos os dias trato de crianças com esta doença. Todos os dias vejo a força que elas têm, a resiliência com que enfrentam todos os tratamentos”, conta Mike McManus, oncologista pediátrico na Marshfield Clinic, onde William fez os tratamentos.

O menino deverá continuar a fazer tratamentos durante cerca de um mês. Depois, se tudo correr bem, poderá voltar para casa e tentar, mais uma vez, viver a sua vida como qualquer criança.

“Sei que vou ter que fazer exames de 3 em 3 meses. Mas isso não importa, vai tudo correr bem”.

Fonte: WAOW

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