Utilizar o genoma para ajudar crianças

Sarah Ryan, de 12 anos, é uma menina que adora fazer desporto e passar tempo com a sua mãe, Jackie.

Sarah foi diagnosticada com Neurofibromatose Tipo 1, uma condição genética em que os pacientes têm uma mutação nos seus genes que faz com que as células cresçam e se dividam anormalmente. Para Sarah, isso significou o crescimento de um tumor numa das suas mãos.

Neste momento, cientistas do St. Jude Children’s Research Hospital, nos Estados Unidos, estão a usar informações sobre os genes dos pacientes para encontrar melhores tratamentos e salvar a vida de mais crianças como Sarah.

Genomes for Kids, ou G4K, é um novo estudo clínico que combina a informação genética de muitos pacientes para dar aos investigadores uma melhor compreensão do que causa o cancro infantil.

No ar das instalações paira um otimismo de que este estudo será muito útil na luta contra o cancro infantil.

“Acreditamos que devemos trabalhar com toda a família, porque quando se pensa em genética e condições genéticas, elas afetam a criança com cancro e têm o potencial de afetar irmãos, pais e outros parentes”, disse um dos investigadores.

A maioria dos novos pacientes com cancro que chega ao St. Jude Children’s Research Hospital tem a oportunidade de fazer parte do estudo.

As amostras de ADN são recolhidas de células saudáveis de um paciente, do sangue e do tumor, ou das células cancerígenas.

“Quando se observa o ADN do tumor e o ADN normal do mesmo indivíduo, estamos a procurar uma entre 1 milhão e uma em cada 10 milhões de diferenças”, explicaram os cientistas, que acreditam que, ao lerem o ADN é pelo chamado Sequenciamento de Próxima Geração, poderão ter respostas sobre o que causa, e como prevenir, tumores como o de Sarah.

Fonte: WLBT

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