Uma nova forma de diagnosticar leucemia em crianças?

Cientistas da Universidade de Granada descobriram que a deteção da expressão do gene TCL6 pode ajudar a diagnosticar um subtipo de pacientes pediátricos com leucemia linfoblástica aguda.

A leucemia é o mais comum de todos os tipos de cancro infantil, representando 30% do total de casos diagnosticados.

A pesquisa foi realizada em amostras de crianças com idades entre 1 e 12 anos, que estavam a ser submetidas a tratamentos em dois hospitais espanhóis: o Hospital Regional de Málaga e o Hospital Sant Joan de Déu, em Barcelona.

A equipa de investigadores incluía docentes especializados e cientistas dos departamentos de Bioquímica I e III das Faculdades de Ciências e Medicina da Universidade de Granada; investigadores do Instituto de Pesquisa em Bio-Saúde em Granada e cientistas dos dois hospitais mencionados.

“Se estes dados forem confirmados, o gene TCL6 pode ser usado como biomarcador da leucemia linfoblástica aguda, o que pode ter um impacto positivo na perspetiva clínica destes pacientes”, observaram os cientistas.

“A presença desse gene não só pode ser usada como biomarcador, como também pode fornecer um prognóstico quanto à probabilidade de sobrevivência desta doença, uma vez que pacientes pediátricos que sofrem perda de expressão de TCL6 têm uma menor taxa de sobrevivência”.

O papel do TCL6 nas leucemias pode ter passado despercebido, porque este gene pertence a um grupo de genes que fazem parte do ADN não codificante. Até recentemente, grande parte do ADN não codificante era classificado como “lixo”, pois acreditava-se que não possuía atividade biológica, e ainda hoje a maior parte da sua função permanece desconhecida.

O estudo foi publicado no Blood Cancer Journal.

Fonte: Medical Xpress

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