Suki, a menina que sobreviveu a uma leucemia e que agora quer ser médica

Suki Corbett, uma menina de 7 anos natural do Reino Unido, tocou o sino da esperança para sinalizar o fim do seu tratamento contra uma leucemia.

A menina, que foi diagnosticada quando tinha apenas 4 anos de idade, celebrou o fim do seu tratamento rodeada de famílias e amigos, no Royal United Hospital.

Suki foi diagnosticada com leucemia linfoblástica aguda em janeiro de 2017, após meses de incertezas. A princípio, os médicos acreditavam que a menina tinha contraído um vírus, mas quando os seus pais decidiram ter uma segunda opinião médica, não estavam preparados para o que seguiria.

O tratamento de Suki incluiu quimioterapia regular em altas doses, transfusões de sangue e medicação com esteroides; durante esse período, a menina teve náuseas constantes, grandes oscilações de peso e perdeu o cabelo.

Hoje, mais de 2 anos depois, a criança entrou em remissão.

“Chegarmos aqui, vê-la a celebrar o fim do tratamento, foi muito mais emocional do que estava à espera. Ouvir aquele sino a tocar foi o concretizar de um sonho. Quando a Suki começou a ser sujeita a tratamentos, dei por mim a ver vídeos de crianças a tocarem no sino da esperança. Era aquilo que eu queria alcançar, era aquele o nosso objetivo, ver a nossa filha a tocar naquele sino. E foi maravilhoso”, conta a mãe de Suki, Rachel.

Esta mãe também não se cansa de elogiar a “maravilhosa” equipa médica: “Os médicos, enfermeiros e todos os profissionais de saúde que acompanharam a Suki foram incríveis durante todo o tratamento. Obrigado não chega para agradecer tudo aquilo que fizeram por nós”.

Rachel também não esquece o trabalho da Children with Cancer UK que proporcionou “dias memoráveis ​​e momentos especiais com outras famílias afetadas pelo cancro infantil. Pessoas a quem hoje chamamos amigos”.

“Se há algo de bom a retirar desta experiência são as pessoas. Conhecemos pessoas maravilhosas”.

“Foi horrível ter que tomar aqueles remédios todos, mas a minha mãe e o meu pai disseram-me sempre aquilo me iria salvar. E eles tinham razão. Hoje sinto-me tão, mas tão, feliz”, contou Suki.

Os olhos da família Corbett estão agora postos no futuro.

“Sabemos que ainda há um longo caminho pela frente. Vamos ter de aprender a lidar com os efeitos secundários, físicos e psicológicos, decorrentes do tratamento. Mas somos fortes e, juntos, vamos conseguir ultrapassar tudo. Acredito que a nossa filha vai crescer e tornar-se numa jovem forte e determinada”, confessa Rachel.

“A nossa vida mudou, e muito, desde que o cancro infantil entrou nas nossas vidas. Podemos não saber o que nos vai acontecer, mas uma coisa é certa, estamos determinados a aproveitar cada momento”.

Já Suki só pensa numa coisa: ser médica.

“Quando crescer, quero ser médica e ajudar outras crianças. Quero ser uma médica tão boa como as pessoas que trataram de mim”, diz, feliz, a sobrevivente.

Fonte: Gazette and Herald

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