St. Jude Global: o poder do conhecimento no tratamento do cancro

Para que, no futuro, sobreviver a um diagnóstico de cancro infantil não seja predeterminado pelo local onde a criança nasce, os profissionais de saúde de todo o mundo terão que trabalhar juntos.

Quem o diz é James Downing, CEO do St. Jude Children’s Research Hospital, que garantiu que a instituição irá assumir um papel de liderança no treino de oncologistas de todo o mundo, através de uma iniciativa chamada St. Jude Global.

“Nós tentamos aprender alguma coisa com cada criança que encontramos e tratamos. Desta forma, as crianças que vêm a seguir beneficiam da informação que adquirimos com a experiência”, disse o médico num fórum publico.

Este encontro foi composto por um painel, que incluiu médicos que trabalham com a St. Jude Global e o diretor da IDEO, a empresa de design que trabalha para espalhar a mensagem da St. Jude Global pelo mundo.

O painel discutiu a necessidade de mais ações educativas, a importância da pesquisa, a comunicação necessária e a forma como a colaboração ajuda a comunidade médica internacional, médicos e pacientes.

Quando James Downing foi escolhido para liderar o hospital, em 2014, começou por analisar o programa de assistência internacional da St. Jude, que enviou médicos a hospitais de todo o mundo para trabalhar e treinar funcionários no tratamento do cancro.

Quando o programa foi finalizado, só atingiu cerca de 3% dos pacientes com cancro infantil em todo o mundo; James achou esses números insuficientes e foi assim que nasceu a St. Jude Global.

Em vez de se focar em hospitais selecionados, a St. Jude Global, liderada por Carlos Rodriguez-Galindo, concentrou-se em 7 regiões internacionais e, com a ajuda dos governos desses países, tenta ajudar na formação de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde.

Uma dessas regiões foi o México, um país que, ao longo de 30 anos, viu as taxas de sobrevivência de cancro infantil aumentarem de quase 0% para mais de 50%.

As iniciativas anteriores do St. Jude tentaram ajudar outros países a atingirem estas taxas; mas o objetivo da St. Jude Global é atingir, a nível global, as taxas encontradas em países desenvolvidos, como os Estados Unidos.

“Primeiro temos que estabelecer padrões e depois temos que estar dispostos a ajustarmo-nos com nas culturas e necessidades dos países e das comunidades”, explicaram os cientistas.

“Precisamos de ‘construir’ capacidade. Não podemos fazer isso em todos os hospitais do mundo, mas podemos tentar fazê-lo em todas as regiões do mundo. Precisamos de nos unir, de criar alianças”, reiterou James.

Fonte: Commercial Appeal

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