COVID-19: criada plataforma para monitorizar impacto no cancro infantil

O St. Jude Children’s Research Hospital, nos Estados Unidos, em parceria com a Sociedade Internacional de Oncologia Pediátrica (SIOP), desenvolveu um novo banco de dados e um centro de recursos para médicos que tratam alguns dos pacientes mais vulneráveis ​​à COVID-19: crianças com cancro.

O Global COVID-19 Observatory and Resource Center for Childhood Cancer combina vários recursos do novo coronavírus para profissionais médicos especializados no tratamento da oncologia pediátrica, incluindo uma biblioteca, um registo global de pacientes com cancro infantil infetados com a COVID-19 e um espaço de colaboração para profissionais de saúde.

Esta plataforma é a mais recente de uma linha de iniciativas dedicadas à COVID-19, e baseadas em tecnologia, que estão a utilizar o poder da computação para combater a pandemia.

“Os nossos médicos organizaram esta plataforma de forma a conseguirem recolher dados, partilharem experiências clínicas, desenvolverem seminários e workshops online e descreverem quais as melhores práticas para o tratamento de crianças com cancro que estejam infetadas pelo novo coronavírus”, disse o presidente e CEO do St. Jude Children’s Research Hospital, James R. Downing.

O banco de dados é “um sistema de registos e relatórios que usa uma plataforma segura para recolher dados de pacientes com cancro pediátrico que foram diagnosticados com a COVID-19”, explicou, em comunicado, fonte do St. Jude Children’s Research Hospital, garantindo ainda que todos os padrões internacionais de privacidade estão assegurados.

Entre as várias informações disponibilizadas pela plataforma, estará o protocolo seguido para o tratamento dos pequenos pacientes com COVID-19, o que poderá auxiliar nas tomadas de decisão dos profissionais de saúde e levará a um tratamento mais rápido.

“Este registo é um esforço de alto nível para obter as informações de forma mais célere. No momento em que estamos, o que descobrimos hoje pode ajudar a orientar futuras intervenções. Com os dados gerados pelo registo, poderemos criar um observatório para monitorizar o impacto da COVID-19 relativamente ao atendimento e controlo do cancro infantil”, explicou a presidente da SIOP, Kathy Pritchard-Jones.

Este banco de dados é apenas um dos vários recursos criados pelo St. Jude Children’s Research Hospital e pela SIOP; existirão espaços projetados para o treino de profissionais de saúde relativamente à COVID-19 e informações atualizadas a cada minuto.

Também serão hospedados webinars semanais nesta plataforma, com o objetivo de “discutir questões difíceis, abordar questões prementes e ouvir as experiências dos nossos colegas” sobre o tratamento a crianças com cancro durante esta pandemia.

Para além disso, estão também disponíveis recursos para pais e pacientes com cancro pediátrico expostos à COVID-19. Como muitos outros recursos, relatórios e informações disponíveis no site, esses recursos foram traduzidos para vários idiomas, incluindo inglês, francês, árabe e espanhol.

Segundo alguns especialistas, a COVID-19 é frequentemente assintomática em crianças; de acordo com um pediatra, em declarações à estação norte-americana CBS News, suspeita-se que até 80% das crianças possam estar infetadas sem que tenham tido qualquer sinal da doença.

Também houve indicadores de uma condição inflamatória grave em algumas crianças hospitalizadas com COVID-19, sendo que os pacientes com cancro pediátrico apresentam um risco muito maior devido ao comprometimento do seu sistema imunitário.

Citando a necessidade de cooperação no combate ao novo coronavírus, as organizações acreditam que plataformas como esta são essenciais para que se possa “avançar o mais rapidamente possível”.

“Esta é a altura de unir esforços, de partilhar experiências e ideias e de criar, em conjunto, um ambiente mais seguro para os nossos pequenos pacientes”.

Fonte: Tech Republic

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