Sobreviver a Linfoma de Hodgkin aumenta risco de segundo cancro

Sobreviventes de linfoma de Hodgkin na infância têm um risco maior de desenvolver um cancro totalmente novo mais tarde na vida, de acordo com uma nova pesquisa publicada na revista Cancer Review, da American Cancer Society.

“Estudos anteriores sobre sobreviventes infantis já tinham indicado a existência deste risco aumentado, mas nenhum o havia explorado para além dos 25 anos pós-diagnóstico”, disse a investigadora Smita Bhatia, da Universidade de Alabama, nos Estados Unidos.

A investigação acompanhou mais de mil pacientes com linfoma de Hodgkin (LH) infantil por uma média de 26,6 anos.

Os especialistas descobriram que os sobreviventes estão em maior risco de desenvolver neoplasmas malignos subsequentes ou tumores cancerígenos; os sobreviventes foram aproximadamente 14 vezes mais propensos do que a população geral a desenvolver um segundo tipo de cancro, como cancro da mama, colorretal, do pulmão ou da tiroide.

“É importante que os médicos estejam cientes deste risco e de quem ele afeta. O risco de cancro não desaparece porque as pessoas têm uma certa idade ou porque sobreviveram a um anterior”, relembrou a investigadora, que alertou para a necessidade destes sobreviventes serem “rastreados e tratados de acordo com a sua condição.”

O estudo também identificou populações de alto risco em sobreviventes de linfoma de Hodgkin.

No cuidado de sobreviventes e futuros pacientes, os especialistas enfatizaram a importância do rastreamento na deteção precoce do cancro.

O objetivo do estudo foi estabelecer evidências para novas recomendações de rastreamento para indivíduos, com as quais os sobreviventes de linfoma de Hodgkin em particular beneficiariam.

“Precisamos de identificar os subgrupos de alto risco para descobrir quais as populações em específico que necessitam urgentemente de avaliações adicionais e de acompanhamento a longo prazo”, afirmaram os cientistas.

Fonte: UAB News

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