Tumores cerebrais podem causar problemas cognitivos

Sobreviventes de tumores cerebrais na infância que receberam radioterapia e eram muito jovens no momento do diagnóstico podem apresentar sobrecargas cognitivas e socioeconómicas décadas após o tratamento, de acordo com um estudo publicado na revista CANCER.

Segundo a investigação, intervenções como terapias cognitivas e serviços educacionais e ocupacionais podem ser necessárias para mitigar tais efeitos a longo prazo.

Terapias para crianças diagnosticadas com tumores cerebrais prolongaram a vida de muitos pacientes, mas os sobreviventes podem experimentar uma variedade de efeitos decorrentes da doença e do tratamento.

Para avaliar tais encargos, investigadores do Baylor College of Medicine, do Texas Children’s Hospital e do St. Jude Children Research Hospital, todos nos Estados Unidos, compararam 181 sobreviventes de glioma pediátrico de baixo grau com 105 irmãos de sobreviventes de cancro que haviam participado no Childhood Cancer Survivor Study.

Todos os sobreviventes e irmãos completaram uma série de testes cognitivos padronizados e avaliações socioeconómicas.

Os sobreviventes tinham uma idade mediana de 8 anos no momento do diagnóstico e tinham uma idade mediana de 40 anos no momento da avaliação.

No geral, os sobreviventes tratados com cirurgia e radioterapia no local do tumor apresentaram um nível de QI mais baixo do que os sobreviventes tratados apenas com cirurgia.

Sobreviventes diagnosticados em idades mais jovens tiveram pontuações baixas na maioria das medidas cognitivas. Este grupo, especialmente aqueles tratados com cirurgia e radioterapia, era menos instruído, tinha um menor poder económico e ocupações de monor prestígio do que irmãos.

“Os efeitos tardios na idade adulta são evidentes até mesmo para crianças com os tipos menos malignos de tumores cerebrais que foram tratados com as terapias menos tóxicas disponíveis na época. Além disso, esses riscos neurocognitivos e socioeconómicos são evidentes muitas décadas após o tratamento”, disseram os cientistas.

“Como os tumores cerebrais pediátricos se tornam mais resistentes com os contínuos avanços nos tratamentos, precisamos de melhorar a vigilância dessas populações para que os sobreviventes continuem a receber as melhores intervenções durante a sua transição para a idade adulta”.

Fonte: Eurekalert

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