Sobreviventes: tratamentos podem prejudicar função renal

Um estudo realizado pelo St. Jude Children’s Research Hospital, nos Estados Unidos, avaliou a função renal de sobreviventes de cancro infantil, utilizando dados do St. Jude Lifetime Cohort Study.

A creatinina e a proteína qualitativa da urina foram medidas em 2753 sobreviventes, que haviam sido diagnosticados há mais de 10 anos e que tinham, atualmente, 18, ou mais, anos de idade.

A Diretriz de Prática Clínica de Resultados Globais de Doenças Renais Internacionais de 2012 para avaliação e tratamento da doença renal crónica foi usada para avaliar a função renal. Dos 2753 sobreviventes, 48,7% eram do sexo feminino. Em média, os pacientes tinham sido diagnosticados aos 7,3 anos de idade.

Associações entre dados demográficos, exposições ao tratamento e doença renal crónica foram estimadas usando modelos de regressão logística multivariáveis. O tratamento com radioterapia foi expresso como percentagem do volume renal total tratado com 5 (V5), 10 (V10), 15 (V15) e 20 (V20) Gray.

Não houve associação entre doença renal crónica e doses individuais e cumulativas de aminoglicosídeos e tratamento com altas doses de metotrexato. O número acumulado de doses de ambissomo / abelcet e de anfotericina B foram fatores de risco significativos.

“Além da terapia antineoplásica e cuidados de suporte nefrotóxicos, a raça, a etnia e a composição corporal contribuíram para o risco de doença renal crónica em sobreviventes a longo prazo”, disseram os investigadores.

“Estes novos resultados”, apresentados na ASCO 2019, “deram-nos a conhecer estratégias que podem ser usadas para reduzir os efeitos tardios do tratamento em futuros protocolos de tratamento e identificaram os sobreviventes em maior risco de doença renal crónica”.

Fonte: DocWire News

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