Sobrevivente de cancro infantil ajuda outros a enfrentar a doença

Uma família do Texas, nos Estados Unidos, está a fazer de tudo para garantir que outras famílias afetadas pelo cancro infantil saibam que existe esperança.

A história começa em 2016, quando o filho de Kati e William, Declan Davenport, na altura com 13 anos, foi diagnosticado com cancro.

“Em julho de 2016, eu fui diagnosticado com o Sarcoma de Ewing. Passei por 17 sessões de quimioterapia de alta dose e fiz 41 ciclos de radiação na pélvis”, disse o rapaz.

O diagnóstico de que aquele adolescente tinha cancro foi algo que os pais nunca imaginaram.

“Foi quase como se eu tivesse perdido toda a esperança. Já tinha assistido a outros casos de cancro infantil, e achava que percebia o que aquelas famílias sentiam, mas não. É inexplicável. É um sentimento que não se conhece até a doença nos bater à porta”, contou o pai de Declan, William.

O jovem terminou recentemente os seus tratamentos e encontra-se em remissão.

Agora a luta é outra: os Davenport querem ajudar outras famílias a enfrentar o cancro infantil.

Proprietários de uma fazenda de criação de alpacas, os Davenport criaram uma bolsa que, com a venda de muitos dos produtos que a fazenda oferece, serve para ajudar famílias que lidam com o cancro pediátrico na região de Houston, no Texas.

Recentemente, a família realizou uma sessão de pintura e um almoço solidário, que juntou mais de 70 pessoas.

Declan na sua fazenda.

“Tudo o que sobrou, foi levado para o hospital onde o Declan fez os tratamentos. Conseguimos dar comida a todos os profissionais, desde médicos a auxiliares” disse Kati, mãe de Declan.

Se durante uma época, houve alturas em que “parecia que não havia esperança”, outras houve em que quando William via a luta do filho sentia-se “inspirado”.

“A maneira como ele lutou por ficar curado foi bastante inspirador para mim. Foi o Declan que me fez querer dar o exemplo e ajudar outras famílias que passam pelo mesmo que nós”, confidenciou o pai.

Já o adolescente sente agora uma nova sensação de normalidade.

“Quando fui diagnosticado, a perceção da minha vida mudou. Não me sinto uma pessoa diferente, mas sinto-me uma pessoa melhor, por saber que lutei e que atingi todos os meus objetivos”, disse Declan que se sente “feliz” por ter conseguido chegar “àquela luz ao fundo do túnel que parecia impossível de alcança”.

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