Sobrevivente angaria mais de 100 mil dólares para pesquisa do cancro infantil

Callum Eade, um sobrevivente de cancro, conseguiu a proeza de se tornar o segundo neozelandês mais rápido a atravessar o Canal da Mancha, um nobre esforço que serviu para angariar dinheiro para pesquisas sobre o cancro infantil.

Diagnosticado com um cancro nos testículos em 2011, Callum conseguiu ultrapassar a doença e, já curado, descobriu a sua paixão pelo desporto através da Tour de Cure, uma organização que, através de passeios de bicicleta, trabalha na captação de recursos para pesquisas sobre o cancro.

“Graças à Tour de Cure tive experiências incríveis. Mas depois de completar 16 triatlos do Ironman, bem como mais de 30 corridas Half Ironman, senti que estava pronto para um novo e excitante desafio”, disse Callum.

E foi assim que surgiu a ideia deste sobrevivente nadar no Canal da Mancha.

Enquanto se preparava fisicamente, Callum e a sua esposa lembraram-se que seria muito mais “desafiador” utilizar aquela iniciativa para ajudar crianças com cancro.

“Queremos ajudar a encontrar uma cura para o glioma pontino intrínseco difuso, um tumor extremamente agressivo do tronco cerebral que afeta muitas crianças”, disse Callum.

“Depois de alguma pesquisa ficámos admirados quando descobrimos que uma criança diagnosticada hoje em dia com glioma pontino intrínseco difuso enfrenta o mesmo prognóstico de uma criança diagnosticada há 40 anos. Ainda não existe um tratamento efetivo para esta doença e, para além disso, apenas 10% das crianças com o glioma pontino intrínseco difuso sobrevivem dois anos após o diagnóstico”.

“É uma situação alarmante! Por isso decidimos que todo o dinheiro que angariássemos seria destinado à pesquisa”, explicou Callum.

O sobrevivente completou a sua prova no passado domingo, tornando-se o segundo neozelandês mais rápido a fazê-lo, com um tempo de 10 horas e 56 minutos.

Até ao momento, Callum já angariou mais de 116 mil dólares (cerca de 104 mil euros) para a pesquisa sobre o glioma pontino intrínseco difuso.

“Estarei eternamente grato a todos os que me ajudaram. Espero ter inspirado outras pessoas a fazer o mesmo. Juntos podemos ajudar os milhares de crianças que, todos os anos, são diagnosticadas com cancro infantil”, disse, emociado, Callum.

Fonte: TV NZ

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