Relação causal entre leucemia infantil e proximidade de centrais nucleares continua inconclusiva

Um estudo recente realizado no Reino Unido analisou a relação entre a ocorrência de leucemia em crianças pequenas que residem em zonas próximas a centrais nucleares mas, ao contrário do esperado, não foi identificada uma relação causal entre a exposição à radioactividade e um maior número de casos deste tipo de cancro no grupo etário avaliado.
Nos últimos anos, vários especialistas têm tentado identificar uma relação entre a maior incidência de casos de leucemias em crianças que vivem próximas a centrais nucleares, mas, até hoje, ainda não foi possível confirmar, de forma conclusiva, esta associação. 
Nesta recente pesquisa, especialistas do Comité sobre Questões Médicas da Radiação em Meio Ambiente (COMARE – sigla em inglês), no Reino Unido, estudaram casos de leucemia em crianças que viveram num raio relativamente próximo de centrais nucleares (cinco quilómetros) durante 35 anos, entre 1969-2004. 
No fim do estudo, foram identificados apenas 20 casos de leucemia infantil entre estas crianças, pelo que os cientistas consideram que a relação não tem qualquer relevo, visto que os dados apurados são coincidentes com os de áreas onde não existem centrais nucleares.
Perante as conclusões obtidas, o raio de proximidade foi alargado para 25 quilómetros de distância de centrais nucleares, durante o mesmo período em análise, tendo sido contabilizados 430 casos de leucemia infantil. Apesar do número mais elevado, os cientistas sublinham que a relação causal manteve-se nula.
Alex Elliott, Presidente da COMARE, refere, contudo, que as Nações Unidas já redigiram diversos relatórios que apontam para uma evidência clara da relação entre o acidente nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, e as taxas de leucemia infantil em crianças que viviam na região.

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