Pais de crianças com cancro unem-se a Hospital de Oxford para promover Setembro Dourado

Setembro é o mês internacional da sensibilização para o cancro infantil. Por esse motivo, um grupo de pais de crianças com cancro uniu-se ao Hospital Infantil da Universidade de Oxford, no Reino Unido, para apoiar a iniciativa.
O diagnóstico de cancro numa criança é um golpe devastador para uma família, mas a verdade é que no Hospital Infantil de Oxford pelo menos 100 famílias por ano são obrigadas a sobreviver depois desse duro golpe.
Entre eles está a família Rose que, em 2013, recebeu a notícia de que a sua filha Maizie, de apenas 2 anos, tinha cancro, depois de lhe ter sido encontrado um “enorme” tumor gástrico.
O pai, Phil, conta que foram necessárias três visitas ao médico para que a criança fosse diagnosticada com um neuroblastoma.
A família desabou, mas a luta de Maizie e o apoio do hospital valeram a pena. Ao fim de 5 anos, os exames da menina vieram limpos, o que torna improvável o retorno do cancro.
Desde então, a família juntou-se a um grupo dedicado a angariar dinheiro que financie equipamentos capazes de salvar a vida de outras crianças.
Também a família Balaam diz que deve tudo ao Hospital Infantil de Oxford, e por isso, desde 2016, altura em que o pequeno Harry, de 6 anos de idade, foi diagnosticado com um Linfoma de Burkitt, os Balaam angariam verbas para aquisição de equipamentos que ajudem no alívio da dor durante a noite.
Até agora, os Balaam já conseguiram comprar mais de 10 máquinas e não pretendem parar por aqui, mesmo que elas não sirvam para o Harry que, felizmente, já saiu do internamento e está de volta à escola.
Mas, para alguns, a batalha continua e o apoio do Hospital Infantil de Oxford é vital.
Kate Samuel, de 5 anos, é um desses casos. A menina foi diagnosticada em junho com uma leucemia, depois apresentar sinais de extremo cansaço. Uma semana após ser diagnosticada, começou a fazer o tratamento.
“O nível de apoio que nós recebemos mal chegámos aqui, deu-nos uma enorme confiança. Sentimos que estavam a tomar conta de nós. Foi um choque quando recebemos o diagnóstico da Kate. Começámos a viver o momento, aprendemos a deixar de fazer planos e passámos a viver num mundo muito pequeno, apenas estas 4 paredes do hospital”, contou a mãe da menina.
No meio de todo o azar, a família acabou por se sentir sortuda, pois o hospital fica a apenas 15 minutos da sua casa, o que permite que a Kate receba, todos os dias, a visita da irmã gémea, Anna.
Também Sam Couchman, mãe de dois meninos, enfrenta uma batalha semelhante, depois de um dos seus filhos, o Ben, de 6 anos, ter sido diagnosticado com uma leucemia.
Na melhor das hipóteses, Ben terá de enfrentar 3 anos de tratamento.
“É muito importante consciencializar as pessoas, e se eu puder fazer com que apenas uma pessoa fique a par de todos os problemas relacionados com o cancro infantil, já fico feliz”, disse Sam.
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