O regresso de uma menina à escola após um ano de quimioterapia

Um ano depois de ter sofrido uma recidiva, e numa altura em que se inicia o Setembro Dourado – Mês Internacional de Sensibilização para o Cancro Infantil, uma menina de 5 anos começou a estudar novamente, após um tratamento continuado para um tumor no cérebro
Natural de Middlesbrough, no Reino Unido, Darcyana Aspery-Walsh fez parte do grupo de 12 crianças e jovens que, todos os dias, recebem a notícia de que têm cancro.
E foi na sexta feira passada, que Darcyana iniciou o primeiro ano na Escola Primária Whale Hill, depois, cerca de uma semana antes, ter tocado no “sino da cura” no Royal Victoria Infirmary, como forma de sinalizar a conclusão da sua segunda ronda de quimioterapia.
A menina tem agora marcados exames de ressonância magnética trimestrais para verificar se há crescimento do tumor.
No meio da enorme excitação por estar de volta à sua escola, e de poder ver os seus amigos e professores, o que Darcyana mais queria era voltar a vestir o seu uniforme escolar e ter uma rotina mais normal.
No último ano, a menina só pôde frequentar a escola, no máximo, 4 dias por semana, porque todas as sextas feiras eram dia de quimioterapia. Desde que foi diagnosticada com um tumor cerebral, ou “Timmy” como ela lhe chama, com apenas 21 meses, Darcyana foi sujeita a uma cirurgia no cérebro e a vários outros procedimentos.
A pequena guerreira também teve de passar pela perda de muitos amigos que fez no hospital e que, infelizmente, não sobreviveram à doença.
Somado a isso, a mãe de Darcyana, Debbie Aspery, 30, também foi diagnosticada com um cancro nos ossos, que acabou por se espalhar para o pulmão esquerdo, área pélvica e ovários.
“Eu sempre acreditei que um raio não podia cair duas vezes no mesmo sítio, mas foi isso mesmo que aconteceu com a nossa família. O ano passado foi muito complicado: às terças eu tinha quimioterapia e às sextas era a vez da Darcy.  Agora que a Darcy completou a sua segunda ronda de quimioterapia e que eu estou a fazer um tipo diferente de quimioterapia, que é administrada a cada três semanas, parece que tudo está a voltar ao normal”, disse Debbie que não consegue deixar de agradecer a todos os profissionais que as apoiaram, assim como ao seu marido.
“Ir ao hospital e ver os médicos e enfermeiros, assim como outros pacientes e pais de pacientes, oferece uma rede de apoio fabulosa. Para além disso, estou muito agradecida por a Darcy ter como pai o Gareth. Ele é o meu pilar absoluto, e esteve completamente dedicado a cuidar de nós as duas”, afirmou a mãe da pequena guerreira.
“O meu lema é que temos que permanecer positivos, especialmente pela Darcyana. Ela já passou por tantas coisas e não sabemos o que o futuro nos reserva. Tudo o que podemos fazer é tentar tornar a vida dela o mais feliz possível – ela é a nossa princesinha, que ama a Barbie e a Patrulha Pata. Ela é uma  típica criança de cinco anos e todos os dias ela nos deixa felizes e orgulhosos de sermos os seus pais”.
Debbie lembrou ainda que, desde o momento em que ambas foram diagnosticadas com cancro, a familia passou a ver cada dia como uma “bênção” em que se “aproveita ao máximo cada segundo que passamos juntos em família”.
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