O glioblastoma e os efeitos secundários: a esperança no futuro

Uma família natural de Uxbridge, no Reino Unido, quer utilizar a sua história para ajudar a aumentar a consciencialização sobre a oncologia pediátrica, nomeadamente ao nível dos tumores cerebrais infantis e dos efeitos secundários decorrentes dos tratamentos.

Aos 4 meses de idade, Dominic Ballard, hoje com 11 anos, foi diagnosticado com um glioblastoma, uma forma bastante agressiva de cancro cerebral.

Tudo começou quando Dominic, com apenas 7 semanas de vida, começou “a ficar doente. Ele chorava muito e tinha muita febre”, recorda a sua mãe, Ann.

Preocupada, Ann levou de imediato Dominic ao hospital, onde a criança foi diagnosticada com meningite.

“O meu filho esteve uma semana internado, sob observação, e ao fim de 7 dias voltou para casa. Supostamente, estava tudo bem”.

Mas o tempo foi passando e Dominic continuou a dar sinais de que algo estranho se passava.

“Quando estava prestes a completar 4 meses, voltámos a levá-lo ao hospital. Desta vez, fomos atendidos por médicos especialistas e o meu filho foi submetido a duas ressonâncias magnéticas. Foi aí que detetaram a existência de uma hemorragia cerebral que, mais tarde, se veio a confirmar ser o resultado de um glioblastoma”.

Nos 2 anos seguintes, Dominic teve de enfrentar duros tratamentos, incluindo cirurgias e vários ciclos de quimioterapia.

Embora, passados quase 8 anos, o jovem esteja livre de cancro, a verdade é que os tratamentos deixaram-no com algumas sequelas, incluindo problemas cognitivos, de visão e de audição.

Os efeitos secundários sentidos por Dominic são uma das razões pela qual a Children with Cancer UK decidiu escolher esta família para ajudar a assinalar o Mês da Consciencialização para os Tumores Cerebrais, que irá ser celebrado ao longo do próximo mês de maio.

“Este ano, queremos destacar os principais desafios que crianças, adolescentes e jovens adultos diagnosticados com cancro cerebral têm de enfrentar”, explicou Nick Goulden, um dos membros fundadores da organização.

Recentemente, a Children with Cancer UK apoiou o financiamento de uma investigação que teve como principal objetivo descobrir de que forma os tumores cerebrais agressivos se desenvolvem em crianças.

A organização acredita que, quanto maior o conhecimento, maior a probabilidade de serem descobertos novos, e menos invasivos, tratamentos para o glioblastoma.

“Infelizmente, os tratamentos a que submetemos estas crianças não foram desenvolvidos especificamente para elas; em alguns casos, nem sequer para este tipo de cancro. Esses fatores são, muitas vezes, responsáveis por danos irreversíveis a células saudáveis. E isso, por sua vez, leva ao desenvolvimento de efeitos secundários a longo prazo, como aconteceu com o Dominic”, refere Nick.

Já Ann acredita que investigações nesta área trazem mais esperança aos pais e cuidadores que, tal como ela, viram os seus filhos ser diagnosticados com cancro.

Fonte: Hillingdon Times

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