O erro médico que quase roubou a vida de Ellie

Uma menina de 8 anos sobreviveu a um cancro em estadio 4 depois de os seus médicos terem “interpretado mal os seus exames”, durante 3 anos, dizendo à família que a menina estava “bem”.

Ellie Shoup, natural do Minnesota, foi diagnosticada com um neuroblastoma, um cancro que se forma no tecido nervoso, quando tinha apenas 11 meses de idade. Os médicos removeram o tumor cirurgicamente e disseram aos seus pais que a minha tinha uma probabilidade entre 90 a 95% e de sobreviver, pelo que não precisaria de ser sujeita a mais tratamentos.

Ellie e a sua mãe, Andrea. – Fonte: DR

O problema foi que, durante os 3 anos seguintes, os médicos interpretaram de forma errónea o exame de rotina de Ellie. Na verdade, o cancro com que Ellie tinha sido diagnosticada, não só, tinha progredido para um estadio 4, como se havia metastisado por todo o seu corpo.

“Os médicos disseram-nos que o tumor estava circunscrito ao pescoço. Mesmo depois de, logo na primeira consulta de rotina, 3 meses após a cirurgia, terem observado algumas anomalias na coluna da minha filha”, conta Andrea Shoup, a mãe de Ellie.

“Eu e o meu marido ficámos muito preocupados, mas os médicos descansaram-nos, dizendo que eram hemangiomas, uma coleção benigna de células sanguíneas, e não neuroblastoma”.

Eventualmente, e para apaziguar os pais de Ellie, os médicos pediram um exame de urina em abril de 2015.

E foi aí que os piores pesadelos da família Shoup se confirmaram: Ellie tinha, de fato, um neuroblastoma de estadio 4 que havia metastisado.

Ellie durante os tratamentos. – Fonte: DR

“Foi naquele dia que soubemos que, durante os 3 anos de acompanhamento, os médicos que seguiram a minha filha tinham interpretado mal os resultados. O cancro tinha-se espalhado para o quadril, coluna e cabeça. A minha filha passou de estar ‘em remissão’ para ter um neuroblastoma de alto risco”.

O neuroblastoma é um tipo de cancro que se desenvolve nas células nervosas imaturas; geralmente, tem inicio nas glândulas supra-renais, que estão bem acima dos rins, mas também se pode desenvolver noutros locais, como no peito, abdómen ou coluna vertebral. Os sintomas incluem dor abdominal, dor no peito, olheiras, febre e perda de peso.

Frequentemente diagnosticado em crianças até aos 5 anos de idade, o tratamento do neuroblastoma depende da localização e tamanho do tumor, mas pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e transplante de células estaminais.

Ellie foi sujeita a 6 rondas de quimioterapia no Hospital do Minnesota antes de ser transferida para o Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova York, onde foi submetida a terapia de protões e imunoterapia.

Durante este período, a menina foi aceite num ensaio clínico, que está a testar uma vacina contra o neuroblastoma, de forma a prevenir uma eventual recidiva.

Ellie tinha 11 meses quando foi diagnosticada com um neuroblastoma. – Fonte: DR

Atualmente a menina encontra-se livre de cancro.

Ainda assim, Ellie permanece no ensaio clínico, na esperança de que quanto mais tempo ela fizer parte do estudo, menor será o risco de recidiva.

“Todos os dias imagino como teria sido se não tivéssemos insistido com os médicos. É verdade que somos humanos e que podemos errar, mas era a vida da minha filha que estava em jogo”, diz Andrea.

“Hoje digo a todos os pais: sigam a vossa intuição, mantenham-se informados, insistam se acharem que algo está errado. Todos nós temos direito a uma segunda opinião médica”.

Fonte: Daily Mail

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