Nova investigação abre portas a “tratamentos mais eficazes na área da oncologia pediátrica”

Pela primeira vez, investigadores catalães foram capazes de implantar com sucesso uma bio-membrana que “limpa vestígios cancerígenos de áreas intervencionadas” após a extração de um tumor.

O tratamento surge após 11 anos de investigação e é o resultado de uma colaboração público-privada entre a empresa de biotecnologia Cebiotex, o Hospital Sant Joan de Déu, a Universidade Politécnica da Catalunha e o Hospital de la Santa Creu i Sant Pau, todos em Espanha.

De acordo com um comunicado emitido na passada terça-feira, dia 10 de novembro, a bio-membrana, intitulada CEB-01, distribui localmente, e com segurança, altas doses do fármaco quimioterápico SN-38 no local onde é feita a remoção do tumor.

Desta forma, “conseguimos remover o que resta das células tumorais que podem, por algum motivo, ter permanecido após a cirurgia de remoção”, afirmaram os cientistas.

Após o sucesso desta fase da investigação, a Cebiotex lançou uma ronda de investimentos para angariar cerca 1,6 milhões de euros, valor que servirá para financiar a próxima etapa da investigação, que consiste na “implantação da CEB-01 em 21 pacientes adultos com sarcoma de tecidos moles”.

Os responsáveis ​​pelo projeto indicaram que o objetivo final é que esta membrana “possa ser utilizada em pacientes pediátricos oncológicos, desde que comprovada a sua eficácia em adultos”.

“Felizmente, cada vez mais investidores estão a perceber o extraordinário impacto e potencial deste projeto do ponto de vista social, económico, de liquidez e rentabilidade”, afirmou a fundadora e CEO da Cebiotex, Joan Bertran.

Já um dos principais cientistas desta investigação, José Antonio Tornero, destacou que o projeto atende “aos extremamente rigorosos padrões de qualidade e esterilização exigidos pela indústria farmacêutica”.

Por fim, Lucas Krauel, coordenador do programa de Cirurgia Oncológica do Hospital Sant Joan de Déu, concluiu que “a membrana CEB-01 abre as portas para tratamentos na área da oncologia pediátrica muito mais eficazes”.

Fonte: Lanza Digital

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