Neuroblastoma: quando os sobreviventes ajudam na pesquisa

O neuroblastoma é responsável por 6% de todos os cancros em crianças e é extremamente agressivo em crianças com menos de 5 anos.

Muitas vezes, o cancro espalha-se para os gânglios linfáticos antes que os pais notem sequer que existe um nódulo.

Agora, um menino de 4 anos que lutou contra a doença está a tentar ajudar outras crianças a reagir.

Depois de 2 anos a lutar contra um neuroblastoma, o pequeno Cashel é hoje um menino saudável.

“O Cashel fez quimioterapia e foi sujeito a um transplante de células estaminais, que é quase como uma quimioterapia de alta dose, onde os médicos usam as próprias células do doente para o salvar”, conta a mãe de Cashel, Alita Conoley-Wurzbach.

Cashel também fez 12 rondas de radiação e imunoterapia.

A doença foi descoberta pela primeira vez graças a um alto no pescoço, numa altura em que o tumor primário já era do tamanho de uma toranja no estômago.

“O meu filho foi operado no Texas Children’s Hospital, onde removeram o tumor principal. Foi uma operação de 14 horas…parecia que não tinha fim”, recorda a mãe.

Foi nessa altura que Cashel doou as suas próprias células sanguíneas para impulsionar a pesquisa sobre o neuroblastoma.

Andras Heczey, oncologista pediátrico da instituição, é um dos responsáveis por um ensaio clínico que está a ter lugar no Texas Children’s Hospital.

Este ensaio clínico está a avaliar uma terapia chamada CMD-501, na qual as células T do paciente são geneticamente modificadas no laboratório, para melhor se ligarem aos tumores.

“É bom fazermos parte deste estudo. Sentir que estamos a ajudar outros dá-nos um certo empoderamento. Temos o poder de ajudar. E poder é algo que foge ao controlo de mães e pais de crianças com cancro”, afirma Alita.

Fonte: Click2Houston

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