Nanopartículas aumentam biomarcadores do cancro e possibilitam diagnóstico precoce

Uma nova tecnologia desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, tem como foco principal as proteínas específicas segregadas pelas células do cancro que circulam na corrente sanguínea a fim de detetar a doença precocemente.

As células cancerígenas produzem muitas proteínas não encontradas em células saudáveis, no entanto, estas estão de tal forma diluídas na corrente sanguínea que são quase impossíveis de identificar.

A equipa de investigadores do MIT, em colaboração com pesquisadores do Centro Médico Beth Deaconess, em Israel, desenvolveu nanopartículas que podem atingir o tumor e interagir com as suas proteínas para produzir milhares de biomarcadores, para que estes possam ser facilmente detetados na urina do paciente.

Este sistema de amplificação dos biomarcadores também pode ser usado para monitorizar a progressão da doença e acompanhar a forma como os tumores respondem ao tratamento.

Num artigo publicado na revista Nature Biotechnology, os cientistas lembram que a célula cancerígena produz biomarcadores, mas tem uma capacidade de produção limitada, motivo pelo qual a ideia desta nova pesquisa tenha sido centrada numa forma de “ampliar o sinal” para que a doença possa ser mais facilmente detetada em exames de rastreio.

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