Menino vende gelados para ajudar a pesquisa contra o cancro infantil

A maioria das crianças não partilharia uma caixa cheia de gelados, mas Oscar Witherow, um menino de 10 anos, natural do Reino Unido, não é uma criança como as outras.

O jovem está dedicado a aumentar a consciencialização sobre uma forma rara de cancro: o neuroblastoma.

Esta jornada solidária começou quando, há cerca de 3 anos, o melhor amigo de Oscar morreu devido a um neuroblastoma. Empenhado em manter a memória do seu companheiro viva, Oscar juntou-se à Neuroblastoma UK e, desde aí, tem sido um dos grandes ativistas da organização.

“De um modo geral, as instituições que lutam pelo cancro infantil não são muito apoiadas. Apercebi-me disso depois de o meu melhor amigo ter morrido devido a um neuroblastoma e de ver que a sua família quase não tem tido ajuda. Está a ser muito complicado para eles”, diz o pequeno Oscar.

O neuroblastoma é uma forma agressiva de cancro infantil que afeta cerca de 100 crianças por ano, só no Reino Unido.

“O Oscar tem sido incansável. Ele tem organizado quase tudo sozinho. A ideia de vender gelados para apoiar a Neuroblastoma UK foi dele. Foi ele que se lembrou de ir a vários supermercados pedir caixas de gelados para vender”, conta a sua mãe, Melissa.

“Para além de vender gelados, também costumo ir a algumas escolas falar sobre a doença e sobre a solidariedade. A maioria das crianças da minha idade não sabe o que é o neuroblastoma”, revelou o ativista de palmo e meio.

O dinheiro angariado será doado à Neuroblastoma UK, uma organização que financia projetos de pesquisa que tentem encontrar uma cura para a doença ou novos tratamentos, mais eficazes e com menos efeitos secundários.

“O Oscar achou que os gelados seriam uma ótima ideia, porque é algo que quase todas as crianças podem, e gostam de comer”, disse a sua mãe.

“Ficámos muito impressionados com as habilidades empreendedoras do Oscar. É incrível ver o que uma criança tão jovem consegue fazer. Só podemos agradecer ao Oscar e a todos aqueles que o ajudaram e contribuíram para esta causa”, disse Katherine Mobey, da Neuroblastoma UK.

Fonte: Edinburgh News

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