Menino toca sino após entrar em remissão

Mohammed Daniyal, um menino do Reino Unido, foi diagnosticado com linfoma de Burkitt poucas semanas antes do seu 10º aniversário, no início do ano passado.

Depois de semanas com febres altíssimas, para os quais os médicos não encontravam explicação, o menino só foi diagnosticado quando perdeu a mobilidade e foi encaminhado para o Birmingham Children’s Hospital.

“Em abril do ano passado, o meu irmão deu entrada no hospital pois estava com febre. Depois de algum tempo, e de ter recebido alta inúmeras vezes, ele perdeu a capacidade de andar e não aguentava com dores. Quando os médicos já não sabiam o que fazer por ele, encaminharam-no para o Birmingham Children’s Hospital, e foi nesse mesmo dia que descobrimos que ele tinha linfoma de Burkitt”, contou a sua irmã Sana.

Imediatamente após o diagnóstico, Mohammed iniciou os tratamentos à base de quimioterapia.

“Ele foi muito corajoso. No início, como tivemos medo da sua reação, dissemos-lhe que ele estava com um problema nas suas células. Contámos-lhe que elas estavam muito fracas e que, por isso, ele teria de ficar internado algum tempo. Mas a maturidade que ele demonstrou foi de tal ordem que, em família, decidimos contar-lhe a verdade”, recorda Sana.

“Mesmo com dores, o meu irmão estava sempre a sorrir. Adorava quando as enfermeiras o iam visitar”.

Em outubro do ano passado, Mohammed entrou em remissão. No dia em que teve alta hospitalar, o pequeno guerreiro tocou no sino de superação, um ritual cada vez mais utilizado por hospitais pediátricos quando crianças com cancro finalizam o seu ciclo de tratamentos.

“Estávamos todos lavados em lágrimas. A família, as enfermeiras e os médicos. Todos nós tínhamos visto o estado em que o meu irmão estava quando entrou naquele hospital. E v~e-lo, em pé, a tocar naquele sino tão simbólico foi algo extraordinário”, afirmou, emocionada, Sana.

“Eu gostava que as pessoas estivessem conscientes de que casos como o do irmão não são assim tão raros. Aliás, quando estamos num hospital pediátrico, rodeados de crianças com cancro, apercebemo-nos de que nada é raro e de que pode acontecer a qualquer um”.

Fonte: Express and Star

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