Mães e pais de crianças com cancro são afetados financeiramente de maneiras diferentes

De acordo com uma nova investigação, mães e pais de crianças diagnosticadas com cancro são afetados financeiramente de formas diferentes.

Enquanto, para as mães, a disponibilidade financeira diminui a curto prazo e depois aumenta, as repercussões financeiras adversas para os pais ocorrem de forma mais tardia.

As conclusões são de um estudo realizado pela Universidade Uppsala University, na Suécia, onde um grupo de cientistas investigou o impacto socioeconómico que o cancro infantil pode ter numa família afetada pelo cancro infantil.

Investigações anteriores mostraram que, quando uma criança é diagnosticada com cancro, os pais são afetados tanto financeira quanto psicologicamente, sendo que, de acordo com as evidências disponíveis, ao nível psicológico, as mães são mais afetadas do que os pais.

Mas agora, “estudando os mesmos progenitores de crianças com cancro durante um longo período de tempo conseguimos obervar que, se por um lado, as mães são mais afetadas psicologicamente, por outro, é sobre os pais que recai o maior impacto financeiro”, disse Louise von Essen, uma das investigadores principais.

Publicada no International Journal of Cancer, a investigação acompanhou quase 4 mil pais e quase 4 mil mães de um número igual de crianças, com idades entre os 0 e os 18 anos, diagnosticadas com cancro na Suécia, 5 anos antes e 10 anos após o diagnóstico.

As descobertas mostraram que, na Suécia, o cancro infantil tem efeitos negativos de curto prazo a nivel financeiro para pais e das mães; contudo, os efeitos a longo prazo são mais nefastos para os pais do que para as mães.

Foram encontrados efeitos negativos a curto prazo relativamente ao emprego para os pais e fortes efeitos negativos a curto prazo para as mães.

Os efeitos a longo prazo em relação ao emprego são negativos tanto para os pais quanto para as mães.

O motivo pelo qual a tendência financeira a longo prazo para os pais é negativa será agora examinada pelos cientistas numa nova investigação.

“Acreditamos que, numa fase inicial da doença, os pais trabalham mais enquanto as mães são aquelas que, normalmente, fazem um maior acompanhamento à criança doente. Isso”, acreditam, “é a razão pela qual os efeitos negativos a curto prazo são tão proeminentes nas mães”.

Fonte: Eurekalert

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