Jovem sobrevive a 3 leucemias e torna-se empresário de sucesso

No que depender de Jack Witherspoon, os skonies serão a próxima sensação da indústria alimentar.

O chef e empreendedor, de apenas 19 anos, acabou de se lançar numa grande aventura, a Chef Jack’s Kitchen, uma empresa de skonies, um bolo que é uma mistura entre um scone e um cookie, disponível com sabor de baunilha e canela.

O gosto pela cozinha é algo que está presente há muito tempo na vida de Jack: aos 8 anos de idade, o jovem lançou um livro de receitas, após terminar os tratamentos contra uma leucemia linfoblástica aguda.

“Eu não teria escrito um livro, criado uma empresa e muito menos começado a cozinhar, se não tivesse tido cancro”, revela Jack, que quer mostrar a todas as crianças com cancro que tudo é possível.

E a verdade é que os negócios deste jovem, que venceu 3 vezes o cancro, correm de vento em poupa; à revista Business Insider, o empresário revelou que a Chef Jack’s Kitchen está prestes a assinar um acordo com uma distribuidora de produtos alimentares.

O negócio permitirá que os skonies sejam vendidos nas cafetarias de vários hospitais norte-americanos.

Parte dos lucros das vendas dos livros e dos skonies revertem para o Jack Witherspoon Endowment for Pediatric Leukemia Research, um fundo solidário criado por Jack que, até ao momento, já conseguiu angariar mais de 150 mil dólares (cerca de 130 mil euros).

Os longos dias no hospital e o interesse pela cozinha

Jack foi diagnosticado pela primeira vez com leucemia linfoblástica aguda aos 2 anos; após ter sido sujeito a vários tratamentos, o menino entrou em remissão. Mas, 4 anos depois, Jack sofre uma recidiva, e volta a ser internado.

“Lembro-me como se fosse hoje. Eu estava internado no hospital, era meia-noite e meia, e não conseguia dormir. Como àquela hora não havia desenhos animados na televisão, a minha mãe começou a ver um programa de culinária no Food Network. E aquilo prendeu-me. Fiquei viciado.”, conta o jovem.

Jack tinha 8 anos quando lançou o seu livro de receitas. – Fonte: Jack Witherspoon

“A partir desse momento, passei a ver só programas de culinária, quer estivesse internado quer estivesse em casa. Era algo que me ajudava a passar o tempo. Foi o meu entretém, a minha forma de esquecer a realidade”.

Um dia, enquanto assistiam a mais um programa, Jack e a sua mãe tiveram a ideia de compilar várias receitas num livro.

Todos os dias, o par experimentava cozinhar um prato diferente; as receitas aprovadas foram compiladas e editadas no livro que Jack lançou.

“Eu só tinha 8 anos, na altura. A minha mãe foi incrível. Eu escolhia as receitas e ela ajudava-me a fazê-las. Ela fazia as medições, apontava as quantidades e os truques… senão fosse ela, provavelmente o livro não existiria”, diz, bem-disposto, o jovem.

A mãe, os negócios e o futuro

A ajuda da mãe de Jack continua a ser fundamental para o sucesso dos negócios do jovem; aliás, Jack diz mesmo que a sua mãe é “o cérebro” da empresa.

“Ela é ótima com os investidores. A nossa campanha de marketing foi quase toda pensada por ela”.

O jovem faz questão de dizer que a sua mãe é a sua heroína.

“Ela passou por tudo comigo. 99% do tempo em que eu estive no hospital, ela esteve comigo. Nunca me deixou sozinho, nunca deixou que eu desanimasse. Estava sempre a arranjar coisas para fazermos”.

Atualmente a estudar numa universidade local, Jack pretende pedir transferência para a Universidade da Califórnia e tirar um curso de gestão; tudo isto enquanto continua a gerir a sua empresa.

O jovem está em remissão há quase 8 anos, após uma terceira recidiva, aos 11 anos de idade.

“As pessoas não me levam a sério porque acham que eu sou muito jovem. Eu aprendi a ser subestimado, mas não acho que isso seja negativo. É quase uma arma secreta. As pessoas ficam surpreendidas com tudo o que sei sobre o mundo empresarial”, confessa o rapaz, orgulhoso.

Os famosos Skonnies. – Fonte: Jack Witherspoon

Para além de concluir o seu curso, o jovem quer continuar a expandir as ofertas da Chef Jack’s Kitchen, com novas e deliciosas criações saudáveis e acessíveis a qualquer pessoa

“O meu foco é sempre criar algo que possa ser vendido nas cafeterias dos hospitais. Quero poder dar às pessoas internadas, e principalmente ás crianças, a possibilidade de comerem alimentos saudáveis, mas saborosos, e não a tradicional ‘comida de hospital’”, afirma Jack.

Fonte: Business Insider

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