Jake, o menino que foi diagnosticado no início da pandemia

“O cancro infantil não me vai parar”.

Esta é uma frase que podia muito bem ser dita por Jake Martinez, um menino natural dos Estados Unido que foi diagnosticado com leucemia linfoblástica aguda em março de 2020.

Mas, quem vir esta criança não adivinha a luta com a qual batalha.

“O meu filho parece uma criança ‘normal’. Ele não consegue estar quieto… eu nunca vi ninguém ser submetido a quimioterapia e voltar para casa e andar de bicicleta ou jogar futebol. E para mim isso é incrível”, diz a sua mãe, Alicia.

Jake começou a demonstrar sinais de alarme em “fevereiro de 2020. Depois de muitas visitas ao hospital e de muitos exames, os médicos diagnosticaram-lhe uma leucemia linfoblástica aguda”.

Na altura, instalava-se no mundo a pandemia da COVID-19, o que trouxe dificuldades acrescidas à família que tinha acabado de receber uma notícia devastadora.

“Eu estava desesperada. Tinha acabado de saber que o meu filho tinha sido diagnosticado com cancro e não podia ter o apoio da minha família. Não podíamos estar todos juntos a apoiar o meu filho que estava cheio de medo”.

Com o sistema imunitário enfraquecido, e devido ás restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus, Jake não podia receber visitas nem no hospital nem em casa.

“Mesmo assim, o mais difícil foi ver o meu filho deitado na cama, prostrado, a sofrer. Eu sem poder fazer nada…”.

Nas primeiras semanas, Alicia e o seu marido tinham que fazer uma viagem de três horas até ao instituto onde Jake recebia tratamentos, pelo menos, uma vez por semana.

“Havia semanas em que fazíamos aquele caminho 3 e 4 vezes. Acabámos por recorrer a pensões, porque ficava-nos mais barato pernoitar ali do que regressar a casa. Mas começou a ser muito complicado controlar as finanças”.

Nessa altura, Alicia teve que se despedir para poder estar sempre ao lado de Jake.

“E foi assim que conheci a Strut for Kids, uma organização sem fins lucrativos dedicada a ajudar crianças com cancro e as suas famílias que precisam de viajar entre estados para receber tratamentos.

“Estarei eternamente grata aquelas pessoas, elas são incríveis. O apoio que nos deram foi excecional, não só a nível financeiro como também a nível psicológico”.

Alicia revela que Jake “ainda tem alguns dias mais complicados do que outros, mas está ansioso para voltar a estar com os seus amigos. Todos os dias ele fala com eles através das diversas plataformas virtuais que hoje existem. Toda a gente tem sido extraordinária connosco”.

Fonte: Spectrum Local News

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