Jaclyn, a sobrevivente que quer apoiar crianças com cancro através do desporto

Aos 26 anos, Jaclyn Murphy é uma sobrevivente de cancro infantil que quer fazer a diferença e melhorar a vida de crianças que, tal como ela, foram afetadas pelo cancro.

Desde cedo que esta jovem desenvolveu uma paixão pelo desporto; de tal forma que, com apenas 6 anos, quis fazer parte da equipa de lacrosse da sua cidade.

Infelizmente, aos 9 anos de idade, Jaclyn foi diagnosticada com um meduloblastoma, depois de os médicos lhe terem descoberto um tumor cerebral.

Durante os dolorosos tratamentos, a menina ficou com danos auditivos permanentes e teve de reaprender a andar, pelo que o seu sonho de fazer parte de uma equipa profissional de lacrosse ficou pelo caminho.

“Foi muito complicado desistir do meu sonho”, recorda.

Quando o seu treinador soube do que se estava a passar com Jaclyn, entrou em contacto com a equipa feminina de lacrosse da Northwestern University, na tentativa de surpreender a menina.

“Passadas algumas semanas, estava eu internada, e recebo uma encomenda. Era um caixote enorme, com uma bola autografada, uma camisola e uma carta de cada uma das jogadoras da equipa. Foi um dos momentos mais felizes da minha vida”.

A partir desse dia, Jaclyn passou a sentir-se menos isolada.

“Comecei a trocar cartas e mensagens com muitas das raparigas da equipa. Elas eram aquilo que eu sempre ambicionei ser. Elas sabiam quando é que eu tinha consultas, quando é que ia ser submetida a exames. Ficámos amigas. E isso foi muito importante para mim, sentir o apoio de tanta gente num momento em que eu tanto precisava”.

A ideia de criar uma fundação surgiu quando, num dos períodos finais do seu tratamento, uma das crianças com quem estava internada lhe confessou o quão sortuda Jaclyn era por receber tantas cartas.

Nesse momento, Jaclyn soube que, de alguma forma, teria que proporcionar a outras crianças diagnosticadas com cancro a mesma alegria que lhe tinham proporcionado a si.

“E foi assim que surgiu a Friends of Jaclyn Foundation, uma organização sem fins lucrativos cujo objetivo é tentar reduzir o sentimento de solidão de crianças com cancro, através da criação de laços com equipas desportivas”, explica a fundadora.

“Estas equipas tornam-se verdadeiras fontes inesgotáveis de apoio, de carinho. Não é uma coisa passageira, é algo que fica para vida. Digo isto por mim, que ainda hoje sou amiga de muitas das raparigas que faziam parte da equipa de lacrosse na altura em que estive doente, e digo-o por todas as crianças que pertencem à fundação”.

A experiência não apenas enriquece o espírito das crianças que lutam contra o cancro, como também melhora a sua saúde.

“Desenvolvemos inúmeras atividades ligadas ao desporto. Conheci crianças cujos médicos diziam que elas não voltariam a andar, mas graças ao apoio e ao incentivo de vários desportistas, hoje vemos essas crianças a correrem pelos campos. É incrível. Se nos empenharmos, tudo é possível. Eu que o diga”.

Fonte: Yahoo

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