Investigadores podem ter descoberto nova forma de tratar leucemia

Kane Ransom tem apenas um desejo este Natal: ficar livre do cancro para que a sua família possa ir de férias.

O pequeno Kane Ransom

E o menino de 7 anos de idade, que está a batalhar contra uma leucemia linfoblástica aguda, pode ter motivos para ter esperanças.

Investigadores australianos fizeram uma descoberta que pode vir a abrir caminho para novos e melhores tratamentos contra a doença, que é o cancro infantil mais comummente diagnosticado.

Descoberta pode melhorar tratamento da doença

Todos os anos, só na Austrália, cerca de 150 crianças são diagnosticadas com leucemia linfoblástica aguda, e cerca de 15% têm um subtipo menos responsivo ao tratamento, o que também piora as suas probabilidades de recaída.

Mas uma nova pesquisa, publicada pelo Children’s Cancer Institute, pode ter descoberto o porquê de uma das classes mais bem-sucedidas de fármacos usados para tratar este tipo de leucemia, os glicocorticóides, não funcionarem neste grupo de pacientes.

“Isto significa que descobrimos uma possível nova maneira de a doença se tornar resistente ao tratamento e, esperamos, no futuro, que esta descoberta leve a novas formas de superar essa resistência”, disseram os investigadores.

Ao analisarem os perfis sanguíneos de pacientes com ambas as formas sensíveis e resistentes a glicocorticóides da leucemia linfoblástica aguda, os cientistas descobriram um revestimento anormal na estrutura do ADN nas células que ocultam os alvos dos glicocorticóides nas células cancerígenas.

“É uma maneira muito inteligente que o cancro desenvolveu para evitar ser eliminado”, explicaram os cientistas.

Quando usaram um medicamento que expôs as regiões ocultas do ADN, os investigadores foram capazes de ter uma melhoria significativa na resposta dos pacientes.

A história do pequeno Kane

Kane foi diagnosticado pela primeira vez com leucemia linfoblástica aguda em maio de 2014, quando tinha apenas 3 anos; após a primeira ronda de quimioterapia, o menino passou 18 meses livre de cancro, até que em novembro de 2017 teve uma recaída.

Kane e a sua família

Hospitalizado durante 34 dias seguidos, no dia de Natal a sua densidade óssea era tão baixa que a sua família não o podia abraçar.

“Este ano ele está feliz apenas por estar em casa”, disse a mãe de Ransom, que confidenciou que estas descobertas são uma causa extra para otimismo.

“Isso dá-nos esperança, não posso negar. O nosso oncologista diz-nos sempre que, apesar do cancro do Kane ter voltado, nós ainda temos um ou dois truques na manga que o podem voltar a eliminar”.

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