Investigadores da UC recebem bolsa para melhorar prognóstico do transplante de fígado

Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC), através das Faculdades de Medicina (FMUC) e de Ciências e Tecnologia (FCTUC) e do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC), em colaboração com a Unidade de Transplantação Hepática do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) foi contemplada com uma Bolsa da Sociedade Portuguesa de Transplantação, para avaliar a função mitocondrial em todo o percurso do transplante de fígado em órgãos humanos.
O transplante de fígado envolve um complexo conjunto de ocorrências intracelulares que podem ser determinantes para o sucesso da cirurgia. O papel desempenhado pelas mitocôndrias em todo o processo, desde a recolha do órgão do dador até ao momento do transplante, é fundamental para evitar um conjunto de complicações.
O estudo vai permitir confirmar, em humanos, os resultados obtidos com experiências em modelos animais (ratos). Ter conhecimento sobre os eventos intracelulares, nomeadamente ao nível da mitocôndria, é um passo importante para um melhor prognóstico do transplante de fígado, a fim de evitar futuras complicações.
“A função mitocondrial permite avaliar o estado do fígado que, no decorrer do percurso (desde que é recolhido até ser reimplantado), é exposto a várias agressões, podendo sofrer lesões celulares irreversíveis”, explica Carlos Palmeira, do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra.
Criada pela Sociedade Portuguesa de Transplantação, a Bolsa Astellas, no valor de 12 500 euros, tem a duração de um ano e destina-se a subsidiar trabalhos de investigação na área da transplantação.
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