Investigadores alertam para perigos de alimentos processados

Quem nunca, depois de um longo e cansativo dia de trabalho, decidiu levar a família a jantar fora?

Chegadas ao restaurante, as crianças começam a analisar cuidadosamente o menu infantil que, na sua maioria, é composto por várias opções processadas não saudáveis, incluindo cachorros-quentes, hambúrgueres e massas.

Todos sabemos que estes alimentos não são tão saudáveis ​​quanto uma refeição caseira, mas a verdade é que, para além de serem baratos, não é todos os dias que a família janta fora; de certeza que uma má escolha alimentar de vez em quando não irá afetar a saúde das crianças.

Mas, e infelizmente, alimentos processados ​​como estes e, basicamente, qualquer alimento que seja pré-fabricado, são compostos por ingredientes insalubres como o sódio, gorduras, produtos químicos, conservantes, aromas e corantes; todos estes ingredientes foram associados a doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral, pressão alta e diabetes tipo 2.

E, embora essas condições possam não afetar as crianças enquanto elas forem jovens, uma má alimentação pode, ao longo da vida, resultar em problemas de saúde.

Para além disso, são vários os estudos que confirmam uma associação alarmante entre o consumo de carnes processadas e o desenvolvimento de alguns tipos de cancro, como o cancro da mama ou da próstata, ou a leucemia infantil.

Na verdade, e embora não existam muitos estudos que tenham examinando especificamente a ligação entre carnes processadas e a leucemia pediátrica, várias pesquisas confirmaram essa ligação com outras formas de cancro.

Tambem por esse motivo, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro (IARC), parte integrante da Organização Mundial de Saúde, classificou todas as carnes processadas como “prováveis ​agentes ​carcinogénicos”; ou seja, esta agência acredita que existe uma grande probabilidade de o consumo deste tipo de produtos aumentar a incidência de cancro.

Por “carne processada” entende-se qualquer tipo de carne que tenha sido, de alguma forma, tratada para que, tanto o seu sabor quanto a sua integridade, sejam preservados; bacon, presunto e salsichas são alguns dos exemplos.

Segundo a publicação Steady Health, embora a ligação entre o consumo de carnes processadas e a leucemia infantil permaneça inconclusiva, a ligação entre esses alimentos e o desenvolvimento de outros tipos de cancro é tão forte que os pais devem considerar seriamente banir este tipo de carnes do regime alimentar dos seus filhos.

Uma das principais razões pelas quais os cientistas aconselham cautela, prende-se com o fato de as carnes processadas conterem químicos, considerados carcinogénicos, como os N-nitrosos.

“Estes químicos formam-se dentro do corpo quando são consumidos alimentos com altos níveis de nitrito e nitratos são ingeridos. Em particular, os nitritos são encontrados em alimentos processados, uma vez que desempenham um papel na preservação da carne. Portanto, a carne processada é a principal fonte alimentar a entregar nitrito e nitratos no corpo humano; e isso leva à formação de químicos carcinogénicos”, lê-se no artigo.

Anteriormente, pesquisas associaram a ingestão de carnes processadas durante a gravidez à formação de químicos carcinogénicos no estômago da criança; segundo os cientistas, esses químicos podem migrar para o cérebro e formar tumores cerebrais pediátricos.

Ou seja, este estudo defende que a relação entre tumores cerebrais infantis e o consumo de carnes processadas está bem estabelecida e que pode ser extrapolada para o desenvolvimento da leucemia.

Assim, o artigo aconselha os pais a, em vez de alimentarem os seus filhos com refeições ricas em alimentos processados, optarem por refeições mais saudáveis.

Fonte: Food News

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