Estudo analisa comportamentos de saúde após diagnóstico de cancro infantil

Um estudo publicado na revista Psycho-Oncology mostrou que alguns sobreviventes de cancro infantil têm vários comportamentos de saúde que estão aquém das expetativas.

Os resultados dizem respeito aos níveis de exercício e à qualidade da dieta durante o início do período de sobrevivência; contudo, esses níveis permaneceram abaixo do ideal quando os sobreviventes atingiram os cinco anos após o diagnóstico.

O estudo acompanhou as famílias de crianças com cancro, que tinham entre os 5 e os 17 anos na época do recrutamento, desde o diagnóstico até 5 anos mais tarde.

Aos 3 e 5 anos após o diagnóstico, 82 sobreviventes e 103 mães completaram questionários que avaliaram os padrões de exercício, de dieta e de sono entre os sobreviventes.

Aos 3 e 5 anos pós-diagnóstico, as respostas das mães e dos sobreviventes indicaram que poucos sobreviventes se envolviam em níveis adequados de exercício de baixa intensidade, ingestão de frutas e vegetais e consumo de produtos lácteos.

No entanto, a maioria dos sobreviventes praticou os níveis recomendados de exercícios de alta intensidade, não consumiam fast food e tinham níveis adequados de sono.

“Os sobreviventes de cancro infantil correm um risco elevado para uma infinidade de condições que ocorrem mais tarde na vida. Por esse motivo, é importante que haja um maior engajamento e conhecimento sobre hábitos saudáveis nesta população”, disseram os investigadores do Nationwide Children’s Hospital, nos Estados Unidos.

“Estas descobertas enfatizam que ainda há muito trabalho a ser feito para garantir que os sobreviventes tenham uma vida plena e saudável”, disse a autora principal.

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