Incidência geral de cancro pediátrico aumentou no período 2003-2019 nos EUA

A taxa geral de incidência de cancro pediátrico aumentou de 2003 a 2019, atingindo o pico em 2016, de acordo com um estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute.

David A. Siegel, dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), e a sua equipa realizaram um estudo que levou à atualização das taxas e tendências de incidência de cancro pediátrico, usando dados das estatísticas de cancro dos Estados Unidos para crianças e adolescentes com menos de 20 anos de idade diagnosticados com tumores malignos entre 2003 e 2019.

Um total de 248 749 casos de cancro pediátrico foram registados no período de 2003 a 2019, para uma taxa geral de incidência de cancro pediátrico de 178,3 casos por um milhão de crianças/adolescentes.

Os investigadores descobriram que as taxas de incidência eram mais altas para leucemia, neoplasias do sistema nervoso central (SNC) e linfoma (46,6, 30,8 e 27,3, respetivamente).

Rapazes, crianças de zero a 4 anos, crianças e adolescentes brancos não hispânicos e aqueles na região censitária do Nordeste dos Estados Unidos, tiveram as taxas mais altas.

Em média, de 2003 para 2019, a taxa de incidência geral de cancro pediátrico aumentou 0,5% ao ano, com a taxa aumentar de 2003 a 2016 e depois diminuir de 2016 a 2019 (variação percentual anual de 1,1 e -2,1%, respetivamente).

Foram observados aumentos nas taxas de leucemia, linfoma, tumores hepáticos, tumores ósseos e carcinomas da tireoide no período 2003-2019, enquanto as taxas de melanoma diminuíram. As taxas de neoplasias do SNC aumentaram até 2017, depois diminuíram.

“Para alguns tipos de cancro, é necessária uma investigação mais aprofundada para compreender melhor os fatores que podem afetar os aumentos e reduções nas tendências”, escrevem os autores do estudo.

Fonte: MedicalXpress

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