Hospital de São João: nova ala pediátrica deverá começar a funcionar até ao final do ano

“Estamos a trabalhar com velocidade redobrada e é expectável que até ao final deste ano, tal como prometido, tenhamos não apenas a inauguração, mas, acima de tudo, estejamos a trabalhar aqui para servir melhor as crianças que nos procuram”.

Foi desta forma que Fernando Araújo, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário de São João (CHUSJ), no Porto, anunciou que a nova ala pediátrica deste hospital deverá começar a funcionar no último trimestre de 2021.

A informação foi revelada aos jornalistas na passada sexta-feira, 8 de janeiro, durante uma visita às obras da nova ala pediátrica.

Fernando Araújo também confirmou que já estão a ser lançados os concursos para os equipamentos desta nova ala, uma vez que o “objetivo é não haver nenhum constrangimento que leve a adiar o início da atividade”.

“Queremos muito passar o próximo Natal já aqui“, disse.

O funcionamento da nova ala deverá ocorrer até ao final do ano, mas a conclusão das obras, que começaram a 1 de outubro de 2020, está prevista para o final do primeiro semestre; a obra está orçada em 26,7 milhões de euros.

Maria João Baptista, diretora clínica do Centro Hospitalar e Universitário de São João, explicou que a nova ala pediátrica vai ter cinco pisos e enfermarias com capacidade para 98 camas, com três blocos cirúrgicos — um dos quais totalmente dedicado à unidade de queimados pediátricos, “a primeira da região Norte”.

Além desta área haverá também valências como a cardiologia pediátrica, cirurgia cardíaca e de intervenção, oncologia pediátrica, do grande trauma dos doentes neurocríticos.

“Ver crescer este projeto pelo qual eu e muitas pessoas estamos a trabalhar há muitos anos é sem dúvida uma imensa vitória”, disse Maria João Baptista.

Já Fernando Araújo apelidou esta construção como “um farol de esperança”.

“No meio desta epidemia da COVID-19 e destes tempos negros, acho que é confiança no futuro e é isso que também nos alegra a todos nós: todos os dias, quando vimos para o hospital, olhar e ver isto a crescer. Ver que, finalmente, após 12 anos de contentores e de condições menos adequadas, a obra está a ser concluída e vai ser uma realidade”.

Fonte: Observador

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