Estudo afirma que cancro infantil não afeta separação ou divórcio dos pais

O diagnóstico de cancro numa criança pode algo ser devastador para os pais, familiares e amigos, mas um novo estudo, realizado na Dinamarca, afirma que ter um filho com cancro não parece afetar o risco de separação ou divórcio dos pais, nem afetar o planeamento familiar futuro.

As descobertas foram publicadas na revista CANCER.

O cancro infantil pode causar sentimentos de medo e incerteza entre os pais e sobrecarregá-los com muitos desafios práticos relacionados com a gestão familiar e obrigações laborais; para avaliar o impacto do cancro infantil nas relações parentais, investigadores do Danish Cancer Society Research Center examinaram dados de vários registos dinamarqueses, vinculando informações sobre pais de crianças diagnosticadas com cancro entre 1982 e 2014 (7 066 filhos e 12 418 pais) com informações de pais de crianças sem diagnóstico de cancro (69 993 filhos e 125 014 pais).

Os pais foram acompanhados por um período de até 10 anos após o diagnóstico, separação ou divórcio, morte, emigração ou o final do ano de 2017, o que ocorresse primeiro.

No geral, os pais de crianças com cancro tiveram um risco 4% menor de separação e um risco 8% menor de divórcio, em comparação com os pais de crianças sem cancro.

Entre os pais de crianças com cancro, os mais jovens, com menores níveis de escolaridade e desempregados, apresentaram riscos mais elevados para separação e divórcio. Os riscos também foram maiores entre pais de crianças diagnosticadas em idades mais jovens.

Os investigadores também avaliaram de que forma o diagnóstico de cancro numa criança afetava as decisões dos pais de ter outro filho.

Teoricamente, os cientistas esperavam que os pais de uma criança com cancro tivessem menos filhos do que os pais de crianças sem cancro ou que, pelo menos, adiariam o nascimento de outro filho; no entanto, o estudo descobriu que a experiência do cancro infantil não afetou negativamente o planeamento familiar futuro de pais residentes na Dinamarca.

Os investigadores afirmaram que os prestadores de serviços de saúde devem comunicar estas descobertas tranquilizadoras e encorajadoras aos pais de crianças com cancro.

“Atualmente, os serviços de apoio à família são amplamente limitados ao tratamento hospitalar da criança, incluindo o apoio de funcionários do hospital, como assistentes sociais ou psicólogos, bem como através de organizações de cariz solidário; no entanto, ao mesmo tempo que os serviços de apoio mais gerais, como aconselhamento conjugal, estão amplamente disponíveis , os serviços específicos de apoio à família não existem após o tratamento da criança”.

Fonte: Eurekalert

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