Especialista esclarece dúvidas sobre transplante de medula óssea em crianças

Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento de cancro de crianças e jovens tem sido extremamente significativo, sendo o transplante de medula óssea um dos principais beneficiados por esse progresso. 
De acordo com o Instituto Nacional de Cancro (INCA) brasileiro, o cancro infantil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes entre as idades de 1 a 19 anos; contudo, e ainda segundo o INCA, cerca de 80% das crianças e adolescentes conseguem curar-se caso sejam diagnosticadas precocemente e tratadas em centros especializados.
“Os critérios para diagnosticar algumas complicações podem diferir em relação aos adultos. É importante ressalvar que as crianças não são “adultos pequenos”; elas têm um organismo em desenvolvimento, com um sistema imunológico em processo de amadurecimento. Tendo em conta estas particularidades, é muito importante contar com oncologistas e/ou hematologistas pediátricos que tenham conhecimento na área”, disse Roseane Gouveia, oncologista pediátrica da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, no Brasil. 
Para a especialista, ainda existe a ideia de que o transplante de medula óssea está ligado somente ao cancro quando, na realidade, esta é uma técnica que pode ajudar no tratamento de diversas patologias. 
Só nos últimos 4 anos, a instituição onde Roseane trabalha fez mais de 500 transplantes de medula óssea. 
“Em abril de 2015, o serviço passou a contar com uma estrutura dedicada à oncopediatria e desde então temos realizado aproximadamente 10 transplantes por ano. Os transplantes de medula óssea pediátricos são realizados dentro da unidade de terapia intensiva pediátrica; além de uma boa estrutura física, as crianças são monitorizadas 24 horas por uma equipa de enfermagem e por profissionais que as socorrem em casos de emergência”, explica Roseane.
O serviço conta ainda com o apoio de uma unidade de hemoterapia, para o fornecimento de sangue, plaquetas, hemácias, plasma e células estaminais a pacientes em tratamento quimioterápico e transplantados. 
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