Descoberta proteína da malária com potencial anticancerígeno

Um grupo de pesquisadores no Canadá diz ter descoberto, acidentalmente, um novo composto contra o cancro que combina uma proteína da malária com uma toxina anticancerígena.
O composto revelou elevada eficácia a travar o crescimento de várias células cancerígenas e tumores em cobaias de laboratório. A nova abordagem, descrita na revista Cancer Cell, tem como alvo uma molécula de açúcar que é encontrada na placenta e na maioria dos tumores. 
A equipa da Universidade de British Columbia descobriu que o parasita da malária usa a proteína VAR2CSA para entrar na placenta e viu potencial no mecanismo para direcionar medicamentos contra o cancro.
Testes de laboratório revelaram que uma combinação de fármacos orientada conseguiu eliminar mais de 95% das linhas celulares do cancro, com diferentes taxas de sucesso, em linfomas não-Hodgkin, cancro da próstata e cancro da mama metastático.
A descoberta pode promover, no futuro, “o direcionamento de moléculas de açúcar no tratamento do cancro humano pediátrico e adulto”, considera Poul Sorensen, coautor da pesquisa, que sublinha que duas empresas, uma em Vancouver, no Canadá, e outra em Copenhaga, na Dinamarca, estão já a preparar o composto para realizar testes em humanos nos próximos três a quatro anos.
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