Delfim Duarte recebe Bolsa D. Manuel de Mello

O investigador Delfim Duarte recebeu a Bolsa D. Manuel de Mello, no valor de 50 mil euros, pelo seu trabalho de investigação que pretende analisar o papel de uma proteína no reaparecimento da leucemia mieloide aguda.

Recentemente, o investigador do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) e interno de dermatologia no IPO do Porto, viu-lhe ser atribuída uma menção honrosa pelo Prémio Rui Osório de Castro/Millennium bcp graças ao seu projeto “O papel da inflamação no microambiente da leucemia linfoblástica aguda de células T”.

O projeto com que ganhou a Bolsa D. Manuel de Mello pretende “explorar o papel da proteína CD18 na adesão celular”, um processo “muito importante, pois é graças a ele que as células da leucemia recebem sinais que lhes permitem proliferar, expandir e, por outro lado, sobreviver à quimioterapia”, explicou Delfim Duarte.

De acordo com o também docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, o facto de os vasos sanguíneos da medula óssea, quando expostos a estímulos inflamatórios, aumentarem a expressão desta proteína leva os investigadores a acreditar que a proteína CD18 poderá vir a “promover a ligação entre o microambiente inflamado e as células da leucemia”.

Em declarações à agência Lusa, Delfim Duarte explicou que, “caso se prove a importância da proteína na adesão celular e na sobrevivência à quimioterapia”, o objetivo será “derrotá-la, usando a estratégia de a retirar dessa adesão para depois a combater”, salientou o investigador.

Além de averiguar o papel da proteína CD18 no reaparecimento da leucemia mieloide aguda, a investigação, que vai decorrer nos próximos dois anos, pretende ainda perceber qual a “percentagem de doentes que a expressam”.

“Já temos alguns dados que sugerem que em alguns subtipos de leucemia mieloide aguda, a sua expressão está aumentada. Queremos ver se é só nesses subtipos ou se é em todos”, disse o vencedor da bolsa atribuída anualmente pela Fundação Amélia de Mello a jovens médicos, até aos 40 anos, que desenvolvam projetos de investigação clínica, no âmbito das Unidades de Investigação e Desenvolvimento das faculdades de medicina portuguesas.

Fonte: Observador

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