Composto pode ter como alvo proteína ligada ao cancro cerebral infantil

Cientistas do Instituto de Pesquisas sobre o Cancro, em colaboração com uma equipa do Consórcio do Genoma Estrutural, ambas no Reino Unido, criaram uma nova série de compostos que podem servir de base para fármacos que atacam o glioma pontino intrínseco difuso (DIPG).

Os compostos bloqueiam uma proteína chamada ALK2, que pesquisas anteriores no mostraram desempenhar um papel crucial no desenvolvimento de alguns casos deste cancro que pode ser intratável.

Os inibidores dessa série de compostos ligam-se à ALK2 de duas maneiras diferentes, uma flexibilidade que pode ajudar os fármacos a direcionar efetivamente a mutação e tratar o DIPG.

Embora raro, o glioma pontino intrínseco difuso é o segundo tipo de cancro cerebral mais comummente diagnosticado em crianças.

Os tumores DIPG formam-se na base do cérebro, onde as funções essenciais do corpo, como a respiração e os batimentos cardíacos, são controlados. Devido à sua localização, eles não podem ser removidos cirurgicamente e são resistentes a tratamentos como a quimioterapia.

Os resultados do tratamento em pacientes com DIPG são pouco eficazes e a maioria das crianças diagnosticadas com a doença morrem num espaço de um ano.

O novo estudo, publicado no Journal of Medicinal Chemistry, descreve a estrutura dos novos compostos que inibem a proteína.

Os cientistas realizaram pesquisas pioneiras que ligaram a proteína ALK2 ao DIPG, utilizando técnicas de descoberta de fármacos para descobrir esta série de inibidores de ALK. Usando a cristalografia, a equipa descobriu que, de maneira um pouco incomum, alguns dos compostos mostraram um modo de ligação alternada invertida.

Apesar de mudar de orientação quando se ligam ao ALK2, eles ainda bloqueiam a atividade da proteína.

Em células retiradas de um paciente com DIPG, os investigadores verificaram que um dos inibidores reduziu a atividade de marcadores celulares de ALK2

O estudo foi financiado pela Cancer Research UK, pela Children with Cancer UK, pelo Abbie’s Army e pelo DIPG Collaborative, e contou com o apoio do NIHR Biomedical Research Center.

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