Células-tronco raras da leucemia ajudam a prever evolução da doença

Uma pesquisa publicada recentemente na revista Nature Medicine avaliou a importância de células-tronco da leucemia, denominadas por LSC, para prever o resultado clínico da evolução deste tipo de tumor sanguíneo.

As células LSC têm propriedades de células-tronco e são raras. As suas propriedades únicas podem indicar se os doentes com leucemia aguda irão responder à terapia ou se o tumor poderá regressar, pelo que são importantes indicadores da evolução da doença.

Os investigadores do Centro de Medicina Regenerativa McEwen, no Canadá, esperam que pesquisas mais aprofundadas sobre estas células possam garantir esforços para prevenir a doença e melhorar a sobrevida dos doentes em geral, promovendo a morte das células LSC.

Através de uma análise e comparação de células-tronco saudáveis, células-tronco da leucemia e dados clínicos, a equipa descobriu um conjunto de genes comuns às células normais e LSC. Os doentes que apresentavam níveis elevados de LSC tiveram menor sobrevida.

Os cientistas recordam que os genes identificados nas células-tronco da leucemia aguda podem ser novos alvos terapêuticos, usados para eliminar as LSC, além de serem potenciais biomarcadores deste tipo de leucemia, podendo ser utilizados para identificar os doentes que possam beneficiar de uma terapia mais agressiva.

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