Localização das mutações no ADN é importante para tratar leucemia

Um estudo realizado pelo Centro de Oncologia Pediátrica Princesa Máxima, na Holanda, mostrou que o número de mutações em células estaminais sanguíneas saudáveis e em células leucémicas não é diferente.

Em vez disso, a localização das mutações no ADN é que é o fator relevante.

Através de padrões de mutação em células estaminais hematopoiéticas e progenitoras, a equipa de investigação conseguiu traçar a linhagem de desenvolvimento das células.

A investigação analisou as células estaminais do sangue saudáveis de 7 pessoas de diferentes idades.

“As células estaminais do sangue dividem-se uma vez a cada 40 semanas; nós observámos que, durante uma divisão, ocorrem 11 mutações”, disseram os investigadores que explicaram que quanto mais velho o sujeito do teste, mais mutações seriam descobertas, pois estas acumulam-se ao longo dos anos.

No entanto, essas pessoas eram saudáveis.

Ainda assim, mutações nas células estaminais do sangue também podem levar à leucemia.

“Achamos que as pessoas com leucemia teriam mais mutações do que pessoas saudáveis, mas não é esse o caso”, afirmaram.

Os pacientes com leucemia mieloide aguda têm tantas mutações quanto as pessoas saudáveis.

Os resultados foram publicados na revista Cell Reports.

Os investigadores também foram capazes de traçar a linhagem de desenvolvimento da hematopoiese e descobriram que se o padrão de mutações de uma célula cancerígena for estudado, pode-se descobrir de qual célula ele surge.

Esta nova técnica tem muito potencial, de acordo com os autores. O próximo passo será estudar a origem de mutações causativas de um segundo cancro em sobreviventes de cancro pediátrico.

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