Células de tumor pediátrico podem desenvolver características de células-tronco

Uma pesquisa realizada por pesquisadores brasileiros conclui que as células cancerígenas de um tipo de cancro cerebral mais comum em idade pediátrica, o meduloblastoma, podem adquirir características similares às das células-tronco, através da interferência de um conjunto de genes humanos.
O relatório do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo refere que as propriedades específicas das células tumorais agora identificadas tornam as células do cancro mais agressivas e resistentes aos tratamentos; no entanto, a descoberta pode também abrir caminho ao desenvolvimento de novos fármacos que tenham como alvo travar a atividade destas células.
O estudo publicado em diferentes revistas científicas internacionais identificou quatro genes – OCT4, L1TD1, LIN28 e o miR-367 -predominantemente expressos em células-tronco embrionárias na primeira semana após a fecundação, que são igualmente expressos em células do meduloblastoma, conferindo algumas propriedades de células-tronco às células tumorais, como a capacidade de auto-renovação e de disseminação pelo corpo, fatores que potenciam o risco de metástases.
Oswaldo Keith Okamoto, líder do estudo, explica que “estes genes, quando expressos, não são simples marcadores de um pior prognóstico. Eles contribuem ativamente para a agressividade tumoral. São, portanto, alvos terapêuticos a serem explorados”.
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