Cancros relacionados com obesidade aumentam em jovens

Um novo estudo descobriu que as taxas para 6 dos 12 tipos de cancros relacionados à obesidade estão a aumentar em jovens norte-americanos.

O estudo, publicado na revista The Lancet Public Health, também analisou as taxas de 18 casos de cancros não relacionados à obesidade, e encontrou taxas de crescimento para apenas dois.

A epidemia de obesidade nos últimos 40 anos levou a que gerações mais jovens experimentassem uma exposição mais precoce e duradoura ao excesso de adiposidade ao longo da sua vida do que as gerações anteriores.

O excesso de peso corporal é um conhecido agente cancerígeno, associado a mais de uma dúzia de cancros e suspeito em vários outros.

As exposições a agentes cancerígenos durante o início da vida podem ter uma influência ainda mais importante no risco de cancro, agindo durante períodos cruciais de desenvolvimento.

Há vários anos atrás, os autores do presente estudo identificaram aumentos em casos de cancro colorretal de início precoce nos Estados Unidos, uma tendência que foi observada em vários países desenvolvidos e que refletem parcialmente a epidemia de obesidade.

Para o novo estudo, os investigadores analisaram de dados de incidência entre 1995 e 2014 para 30 cancros em 25 estados norte-americanos.

Segundo os autores, este foi o primeiro a examinar sistematicamente as tendências de incidência de cancros relacionados à obesidade em jovens nos Estados Unidos.

A incidência aumentou para 6 dos 12 cancros relacionados à obesidade (colorretal, corpo uterino [endometrial], vesícula biliar, rim, mieloma múltiplo e pâncreas) em jovens, sendo que têm vindo a aparecer casos em cada vez mais pessoas jovens de forma gradual.

“Embora o risco absoluto destes cancros seja pequeno em jovens, estas descobertas podem, e devem, ter importantes implicações nas políticas de saúde pública”, disseram os cientistas.

“Devido ao grande aumento na prevalência de sobrepeso e obesidade entre jovens e ao aumento dos riscos de cancros relacionados à obesidade, a carga futura destes cancros pode piorar, o que reverterá o progresso que tem vindo a ser feito até aqui”.

Fonte: Eurekalert

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