Cancro infantil: sintomas, causas e fatores de risco

Para qualquer pai, nada é pior do que ser confrontado com um diagnóstico de cancro infantil. Saber que um filho tem cancro é uma sensação esmagadora, que aflige e confunde.

“Porquê o meu filho?” é uma das questões mais colocadas pelos pais que, ao mesmo tempo que são obrigados a lidar com o diagnóstico, têm que estar preocupados com a melhoria dos sintomas e da qualidade de vida dos seus filhos.

O cancro, como já todos sabemos, atinge pessoas de qualquer idade e pode afetar qualquer parte do corpo.

De acordo com um estudo publicado na revista The Lancet Oncology, um dos países com maior incidência de cancro infantil é a Índia. Publicado recentemente, o Global Burden of Disease Study avaliou registos referentes ao ano de 2017 de 195 países e mostrou que cerca de 700 crianças são diagnosticadas com cancro, todos os dias, em todo o mundo.

Atualmente, e segundo a investigação, o cancro infantil é a nona doença mais prevalente em todo o mundo e o sexto tipo de cancro mais diagnosticado.

Para entender melhor o cancro infantil, é importante conhecer algumas variáveis, como os sintomas, as causas e os riscos; todos os cancros, incluindo os diagnosticados em adultos, começam quando um certo tipo de célula no corpo cresce descontroladamente.

No entanto, os tipos de cancro que afetam as crianças são, na sua maioria, diferentes dos tipos que se desenvolvem em adultos.

Por outro lado, a maioria dos cancros infantis não tem uma causa conhecida, ao contrário do que acontece nos cancros de adultos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, são muito poucos os tipos de cancro infantil que estão relacionados com fatores ambientais ou de estilo de vida.

De acordo com American Cancer Society, apenas um pequeno número dos cancros diagnosticados em crianças é causado por alterações no ADN, que são passadas de pais para os filhos.

Segundo alguns estudos, infeções crónicas, como o VIH, o vírus Epstein-Barr e a malária, podem aumentar o risco de alguns cancros pediátricos; mas, e embora várias investigações tenham procurado identificar as causas para o desenvolvimento desta doença, é necessário um maior esforço para descobrir quais os fatores que proporcionam o aparecimento do cancro infantil.

De uma forma geral, e segundo a Organização Mundial de Saúde, o cancro infantil não pode ser prevenido ou rastreado, mas o tratamento imediato após um diagnóstico pode ajudar a reduzir a carga da doença.

Um ponto positivo é que a maioria dos cancros infantis pode ser curada com medicamentos genéricos e outras formas de tratamento, caso a doença seja diagnosticada precocemente e a criança tenha acesso a cuidados médicos eficazes.

Mas, e tal como acontece em adultos, o cancro em crianças pode ser difícil de detetar, pois algumas crianças com a doença não apresentam sintomas ou, quando os apresentam, estes são facilmente confundidos com sintomas de outras doenças.

A Cancer.Net compilou alguns dos sintomas mais comuns em crianças com cancro; estes variam entre dores de cabeça, náuseas e vómitos, perda de peso contínua, infeções constantes, frequentes ou persistentes, febres recorrentes, cansaço constante, palidez percetível, formação de massas, especialmente no abdómen, pescoço, peito ou axilas, inchaço, dor persistente nos ossos, articulações, costas ou pernas e desenvolvimento de hematomas excessivos.

Nota: As dicas e sugestões mencionadas no artigo são apenas para fins de informação geral e não devem ser interpretadas como aconselhamento médico profissional.

Fonte: Times Now News

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