Cancro infantil: o que devemos saber

Devido às muitas vidas que afetou, as pessoas têm cada vez mais consciência dos tipos gerais e cancro que existem; existem cancros específicos para género, estilo de vida e cancros que são transmitidos como resultado do histórico familiar.

Mas, quando se trata de cancro infantil, a falta de informação ainda é um problema.

A população em geral ainda sabe muito pouco sobre os tipos, os tratamentos e os efeitos que este tipo de cancro tem sobre as crianças. É necessário trabalhar na consciencialização e na desmistificação de inverdades que rodeiam esta doença.

Quais são os principais tipos de cancro infantil?

Os cancros que afetam crianças são diferentes daqueles diagnosticados em adultos; enquanto nos adultos, os cancros mais comummente diagnosticados são o cancro do pulmão, da mama ou da tiroide, no caso das crianças, o cancro mais comum é a leucemia, que afeta os glóbulos brancos. Quando os glóbulos brancos sofrem mutações, tornam-se incapazes de combater infeções.

Quais são as estatísticas?

O cancro pediátrico é uma das principais causas de morte em crianças, especialmente nos países em desenvolvimento. Não é raro ocorrer e, por esse motivo, vários casos são relatados ao longo do ano. Nos países mais pobres, os sistemas de saúde não funcionam bem, por isso a taxa de sobrevivência é mais baixa do que nos países desenvolvidos. Além disso, as causas do cancro pediátrico são difíceis de determinar. Algumas mutações ocorrem espontaneamente por diferentes razões, incluindo histórico familiar de cancro.

Como é que cancro afeta as crianças?

Em casos normais de cancro em adultos, os efeitos são geralmente conhecidos. A doença pode causar fadiga e os tratamentos podem causar um grande stress; se o pai ou mãe, os principais responsáveis pelo rendimento familiar, forem diagnosticados, a situação financeira da família pode ser prejudicada porque a maior parte do dinheiro é destinada aos tratamentos.

No caso das crianças, refletem-se os mesmos efeitos, mas de uma maneira diferente; o tempo na escola torna-se limitado, especialmente porque as crianças com cancro não se conseguem concentrar adequadamente o que, muitas vezes, pode levar à necessidade de aulas extras, para que a criança possa recuperar o atraso à medida que os tratamentos progridem.

As crianças também passam por fases de stresse, choque, depressão e ansiedade. Uma vez que a doença é totalmente explicada, a pergunta “será que irei sobreviver?” também paira pelas suas mentes, tal como nos adultos.

Em muitos casos, os tratamentos costumam ser dolorosos; as inúmeras injeções e os efeitos secundários podem deixar as crianças muito stressadas, tal como acontece nos adultos.

Crianças afetadas pelo cancro podem desenvolver problemas reprodutivos, deficiências e outros problemas crónicos de saúde. Infelizmente, a recidiva também é uma possibilidade em muitas crianças.

Quais são alguns dos mitos?

Existem muitos mitos sobre o cancro infantil; na maioria das vezes, as crianças que sofrem de cancro são submetidas ao estigma e preconceito de colegas e outros membros da sociedade. Na sociedade africana, por exemplo, algumas pessoas ainda acreditam que o cancro é causado por uma maldição de algum tipo de presságio quando, na realidade, é um problema genético. Outros acreditam que crianças que sofreram de cancro em algum momento da sua vida não poderão ter vidas satisfatórias ou até ter filhos; quando esse não é o caso de muitos sobreviventes.

Muitas crianças doentes são ridicularizadas na escola e isoladas por terem cancro.

As crianças podem acreditar erroneamente que esta é uma doença contagiosa, devido à falta de consciencialização e de informação. Estes são alguns dos desafios que as crianças que vivem com cancro e que precisam de ser combatidas.

Fonte: Standard Media

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