Até 2050, diagnósticos de cancro infantil no continente africano irão “aumentar substancialmente”

De acordo com uma nova investigação, a menos que sejam tomadas medidas significativas, até 2050, metade dos casos de cancro infantil diagnosticados em todo o mundo serão oriundos do continente africano.

Segundo o relatório publicado na revista The Lancet, infeções, exposição a carcinógenos ambientais e vulnerabilidades genéticas estão entre os fatores que impulsionarão as taxas (cada vez mais elevadas) de doença oncológica em África.

A prevalência de casos de cancro infantil na África Subsaariana é substancial, com a incidência em algumas partes da região a excederem a encontrada nos países desenvolvidos; infelizmente, as taxas de sobrevivência em grande parte do continente africano são “desanimadoras”, lê-se no relatório.

Todos os anos, cerca de 400 mil crianças em todo o mundo são diagnosticadas com cancro, de acordo com a American Childhood Cancer Organization.

Na África Subsaariana, crianças de 14 anos ou menos têm uma taxa de incidência de cancro de 8,6 casos por 100 mil crianças, sendo que 44% são de linfoma não-Hodgkin, leucemia e cancro renal.

Dentro da região, os países mais pobres mostram “uma mortalidade substancialmente mais elevada do que os países vizinhos mais ricos”.

Trinta e um países da região não têm oncologistas pediátricos treinados – altos custos de transporte e a baixa escolaridade materna agravam o problema.

“Apesar dos enormes desafios, as nossas descobertas e recomendações destacam que existem soluções para melhorar radicalmente o tratamento do cancro infantil em toda a região”, disse o investigador Wilfred Ngwa.

Os países africanos, em média, também pagam valores mais altos pelos medicamentos oncológicos em comparação com, por exemplo, os países da América Latina, com taxas de doença semelhantes, de acordo com o relatório.

O problema é ainda mais intensificado pela infraestrutura fraca e práticas ineficientes de mercado e compras.

Fonte: Bloomberg

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