Após a morte do irmão, criança inicia petição para aumentar consciencialização sobre o cancro infantil

Darcie Peek, uma menina inglesa de 7 anos, deu início a uma petição online de sensibilização para a oncologia pediátrica após o seu irmão, Dax, ter falecido aos 2 anos, vítima de um rabdomiossarcoma, uma forma bastante rara de cancro pediátrico.

Esta petição, que já recolheu mais de 1200 assinaturas, tem como objetivo pressionar o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, a aumentar o financiamento destinado a investigações para o cancro infantil.

Desde a morte do seu irmão, em agosto de 2020, que Darcie tem-se esforçado ao máximo para chamar a atenção das pessoas, recolhendo o maior número possível de assinaturas.

“Quero conseguir angariar muito dinheiro para doar a instituições que ajudem crianças como o meu irmão”, diz a menina.

O seu pai, Jonny, afirma que a sua filha tem sido incansável. Ainda assim, o processo de luto não tem sido fácil.

“Desde o ínicio que fomos muito honestos com ela. Nunca lhe escondemos nada, mesmo ela sendo tão nova. Desde que o Dax morreu que ela tem sofrido muito, principalmente de noite. Ela sente muito a falta do irmão”.

Os primeiros sinais de que Dax não estava bem apareceram durante uma viagem que a família fez à Disneyland Paris; nessa altura, o menino começou a apresentar sintomas de cansaço extremo e de descoordenação motora.

Inicialmente, os médicos que acompanharam Dax acreditavam que ele sofreria de paralisia de Bell; no entanto, os sintomas pioraram e, mais tarde, os médicos viriam a diagnosticar Dax com rabdomiossarcoma, um tipo de cancro infantil bastante agressivo.

“Foi muito díficil conseguir lidar com isto tudo, mesmo tendo tido o apoio de muitas pessoas e de muitas organizações”, conta Jonny.

“Saber que o nosso filho foi diagnosticado com cancro é algo pelo qual nenhum pai quer passar. E, honestamente, acho que nunca vamos conseguir superar a morte do Dax”.

Dax Peek morreu quando tinha apenas 2 anos. – Fonte: DR

Por ano, só no Reino Unido, cerca de duas mil crianças são diagnosticadas com cancro; ainda assim, apenas 2% das verbas disponibilizadas pelo Governo Britânico para a investigação em oncologia são direcionadas para o cancro pediátrico.

De acordo com alguns dados estatísticos, a maior parte do financiamento para esta área provém de instituições sem fins lucrativos.

“O facto de o Dax ter sido diagnosticado com cancro fez com que nos apercebêssemos desta situação. E isto acontece, não só no Reino Unido, mas em todo o mundo”, afirma Jonny, referindo-se ao facto do financiamento e do número de pesquisas ao nível da oncologia pediátrica serem muito menores quando comparadas às verbas disponibilizadas para investigações dedicadas ao cancro em adultos.

“Esta realidade afetou-nos bastante, principalmente depois de termos passado pelo que passámos”.

A ideia de criarem uma petição era algo que “já pairava nas nossas cabeças há algum tempo”, mas foi Darcie quem quis dar o primeiro passo.

Essa coragem, extraordinária vinda de uma menina de apenas 7 anos, foi algo que não surpreendeu Helen Gillanders, diretora da escola que Darcie frequenta.

“Ela tem o nosso total apoio. Estamos a fazer de tudo para a ajudar, e ficámos muito orgulhosos dos esforços que ela está a fazer para aumentar a consciencialização do cancro infantil”.

A família está confiante de que, embora haja um longo caminho a percorrer, a petição de Darcie dará muitos frutos no futuro.

Elogiada por todos à sua volta, Darcie não quer desistir e mantém-se firme na sua intenção inicial: ajudar a causa da oncologia pediátrica e homenagear o seu irmão.

“O Dax fará sempre parte das nossas vidas”, remata Jonny.

Fonte: East Lothian Courier

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