Adolescentes com leucemia linfoblástica aguda em maior risco de recidiva do que crianças com a doença

Adolescentes com leucemia linfoblástica aguda apresentaram uma probabilidade significativamente maior de recidiva do que os pacientes pediátricos com a doença, de acordo com um estudo realizado pela Universidade do Alabama, nos Estados Unidos,

Fatores como o menor número de estudos clínicos e menor o tempo de terapia foram associados à recaída.

O estudo foi publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

Os resultados mostraram que, embora os pacientes com cancro pediátrico tenham experimentado uma melhoria significativa nas taxas de sobrevivência, pacientes adolescentes e jovens adultos não beneficiaram dessas mesmas melhorias.

“Pacientes diagnosticados entre as idades de 15 e 39 anos simplesmente não viram a mesma melhora como em outras faixas etárias. Neste estudo, examinámos os fatores relacionados à prestação de cuidados de saúde e tratamento para aumentar a nossa compreensão do porquê deste grupo experimentar resultados menos favoráveis”, disseram os investigadores.

O estudo reuniu uma amostra de pacientes com leucemia linfoblástica aguda, diagnosticados entre as idades de 1 e 39 anos. Ao todo, 91 pacientes eram crianças (de 1 a 14 anos) e 93 eram adolescentes e jovens adultos (15 a 39 anos); todos eles foram tratados no City of Hope, nos Estados Unidos, entre 1990 e 2010.

A pesquisa mostrou que crianças com leucemia linfoblástica aguda tiveram uma sobrevida livre de recidiva superior em comparação com adolescentes e jovens adultos. 5 anos após o diagnóstico, 74% das crianças não tiveram recidiva, em comparação com 29% dos adolescentes (entre 15 e 21 anos) e com 32% jovens adultos (com idades entre 22 e 39).

Mais, 48% dos adolescentes e jovens adultos sofreram uma recidiva durante a terapia, em comparação com 17% das crianças. Após a conclusão da terapia, 47% dos adolescentes e jovens adultos sofreram uma recaída, em comparação a 13% das crianças. Entre esses pacientes, o fator mais significativo foi a duração do tratamento, tanto nas fases de consolidação quanto de manutenção. Para cada mês adicional de terapia de manutenção, houve um risco 30% menor de recaída.

Para os investigadores, estas estatísticas devem encorajar os jovens pacientes a participar em testes clínicos.

“É possível que os pacientes às vezes beneficiem de um teste clínico, não apenas porque a terapia em si está a proporcionar um benefício, mas também porque é uma abordagem protocolizada e regulamentada que exige que os pacientes permaneçam no ensaio e não façam pausas”, disseram.

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