A luta de um menino contra um cancro extremamente raro

Louie Bell, de 2 anos de idade, passou o dia 28 de abril a celebrar o aniversário da sua irmã mais velha. Mas dias depois, a criança de natural de Auckland, na Nova Zelândia, foi diagnosticada com um cancro agressivo e raro, que afeta apenas cerca de 5 crianças neozelandeses por ano.

Maxine Bell, a mãe de Louie, relembra o quão bem o seu filho se encontrava no dia do 4º aniversário de Molly.

“Ele estava felicíssimo, a correr de um lado para o outro. Mas, um ou dois dias depois, começou a queixar-se com dores na barriga”.

A família Bell. – Fonte: DR

As queixas continuaram, e Maxine e Matt, o pai de Louie, repararam que o menino tinha um alto no seu estômago; de imediato, a família levou a criança para ao pediatra, que prescreveu laxantes, por achar que o menino estava constipado.

Mas nem o alto no estômago nem as dores passaram; desesperados por respostas, os pais de Louie transportaram-no até ao Hospital Waitākere onde, após uma observação inicial, diagnosticaram uma hérnia à criança. Mas quando os resultados dos exames chegaram, o que os médicos descobriram foi algo bem pior: “a bexiga do Louie estava a sair pelo abdómen”, conta Maxine.

A família foi informada de que “havia uma obstrução”, o que os fez pensar que Louie tinha uma pedra nos rins.

Mas foi durante o caminho até ao Hospital Infantil de Starship, que Maxine ouviu uma enfermeira referir a palavra “tumor”.

“Quando ouvi aquilo, a minha mente pensou logo que o meu filho teria cancro”.

Louie sempre foi uma criança ativa. – Fonte: DR

Infelizmente, Maxine estava certa.

No hospital, os médicos confirmaram que Louie tinha uma massa e que poderia ser cancro.

“Deixei de ouvir o que eles diziam. Não consegui ouvir mais nada. Queria desaparecer, parecia que ia desmaiar. Eu não conseguia acreditar que aquilo estava a acontecer connosco”.

No dia 3 de maio, Louie foi diagnosticado com rabdomiossarcoma embrionário, um tumor de tecido mole localizado em torno da sua bexiga.

“Disseram-nos que o tumor do meu filho era de um tamanho considerável, de tal forma que já ocupava grande parte da pélvis. O pior foi quando nos informaram que aquele era um cancro extremamente raro…”

A irmã de Louie, Molly, tem sido um grande apoio. – Fonte: DR

Um cateter permanente foi colocado na criança e, duas semanas após o diagnóstico, Louie iniciou a sua primeira ronda de quimioterapia.

Segundo os médicos, Louie estará 42 semanas em tratamento; depois desse período passará por um período de manutenção, em casa, que deverá chegar às 24 semanas.

Em meados de agosto, o menino começará a ser sujeito a tratamentos com radioterapia.

Por causa da localização do tumor, a cirurgia só será utilizada em último recurso.

“Os médicos acham que o risco é muito grande. Há uma grande probabilidade de, ao recorrermos à cirurgia, danificar estruturas em torno do tumor, como a bexiga, a próstata e até mesmo os intestinos”, explica, inconformada, Maxine.

“Não é nada fácil, mas temos toda a confiança nos médicos. Eles sabem o que estão a fazer”.

Maxine mantém a esperança. – Fonte: DR

Mesmo assim, a família começou a pesquisar tratamentos alternativos, tendo encontrado a terapia de radiação de protões, que pode diminuir os riscos envolvidos na radioterapia normal. Mas este tratamento não está disponível na Nova Zelândia e, caso Louie fosse considerado elegível, o tratamento custaria cerca de 345 mil dólares (cerca de 305 mil euros).

“É muito injusto tudo o que está a acontecer ao meu filho. Se eu pudesse trocava de lugar com ele. Faço o que for preciso para que nada de mal lhe aconteça”, confidencia a mãe do menino.

Por enquanto, Louie continua a ser sujeito a tratamentos; a família criou uma página de angariação de fundos para que, caso Louie seja considerado elegível para a terapia de radiação de protões. Até agora, foram angariados mais de 46 mil dólares (cerca de 40 mil euros).

Fonte: Stuff

Comments are closed.
Newsletter