A importância de falar sobre o cancro infantil

O Dia Internacional da Criança com Cancro é celebrado todos os anos, por todo o mundo, a 15 de fevereiro.

A campanha deste ano tem como tema “No More Pain and No More Loss” (“Sem mais dor e sem mais perdas”, em português).

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os anos, mais de 300 mil crianças, desde os 0 aos 19 anos de idade, são diagnosticadas com cancro em todo o mundo.

“O cancro é uma doença curável, se diagnosticada e tratada num estágio inicial, sob a supervisão de oncologistas pediátricos qualificados”, disse Saadiya Javed Khan, oncologista pediátrica no Shaukat Khanum Memorial Cancer Hospital and Research Centre, no Paquistão.

Aproximadamente, 8 em cada 10 crianças diagnosticadas com cancro são provenientes de países com baixo desenvolvimento, onde a taxa de sobrevivência é frequentemente baixa.

“No Paquistão, a leucemia é o tipo mais comum de cancro infantil. Globalmente, a cura para esta doença é de quase 90%, mas no Paquistão ronda os 60%. Os fatores que nos levam até estas taxas são a desnutrição, as infeções e o diagnóstico tardio”, explicou durante uma conferência de imprensa.

A leucemia afeta principalmente crianças entre as idades de 3 a 5 anos e, mais tarde, adolescentes. Os sintomas da leucemia são muito identificáveis, como a palidez, a fadiga ou dores ósseas frequentes.

Falando sobre medidas de precaução, a Saadiya afirmou que uma “dieta balanceada é muito importante na educação de uma criança saudável. Um grande número de crianças são vítimas de desnutrição e infeções evitáveis. Na nossa sociedade, as crianças só estão a ser levadas aos médicos quando adoecem gravemente. Essa prática deve ser evitada e devem ser feitos exames médicos regulares para nos certificarmos que isso não acontece”.

“No tratamento do cancro infantil, o papel de oncologistas pediátricos treinados é vital, juntamente com a disponibilidade da mais recente tecnologia”.

A propósito do Dia Internacional da Criança com Cancro, Saadiya relembrou que “ainda há muito para fazer no tratamento de pacientes com cancro infantil. É um tema que precisa de chamar a atenção governamental e da própria sociedade”.

Fonte: The News

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